Inuyasha não me pertence, também não me pertence à música 'Não Fuja de mim. Não tive tão boas idéias.

Capitulo XIII - Por Toda Vida.

... Você me pergunta o porquê
Só nosso Doutor pra saber
Alguns chamam isso paixão
Mas eu chamo de começo, probabilidade
Possível predestinação
Só não... Não fuja de mim...

Não, não, não fuja de mim...

Não fuja...

Não fuja...

Estava mais leve agora, uma sensação estranha de estar flutuando. Havia sons distantes onde estava, algumas vozes ou sussurros que falavam de si, mas ela não compreendia o que falavam, nem queria, a sensação era tão boa que tinha medo que passasse. Mas o peso da realidade foi voltando aos poucos, o que pode sentir primeiro foi os pés que havia tirado do chão. Porém os olhos não abriam, não respondiam ao estimulo do cérebro, depois de um esforço redobrado entreabriu as pálpebras deixando que um filete de luz os machucasse.

- Ela está acordando, graças a Deus. – disse uma voz – Chame o Miroku Inuyasha, rápido.

A porta foi aberta e se fechou novamente, vozes continuavam a cochichar. Alguns minutos depois alguém se aproximou de onde estava.

- Rin. Pode me ouvir? – perguntou outra voz.

Rin? Ah, era ela. Tentou abrir a boca para responder, mas foi tão difícil quanto abrir os olhos, o corpo não respondia totalmente.

- Rin? – a voz chamou outra vez.

Respondeu mentalmente que estava ouvindo, o dono da voz abriu suas pálpebras e soube que estava lhe examinando, naquele momento volto a si com um baque.

- Miroku. – finalmente pode respondeu – Sinto-me tão estranha.

- Não se preocupe, logo estará melhor, você passou alguns dias dormindo. – respondeu Miroku segurando sua mão.

Mas não havia nenhuma segunda intenção em seu ato, Rin percebeu que estava preocupado.

- Aconteceu alguma coisa? Você está tão diferente. – perguntou.

- Não querida, tudo agora está bem. – respondeu Izayoi aproximando-se da cama.

- Iza, como...? – sentiu a cabeça doer – Como vim parar aqui?

Izayoi olhou para Miroku sem saber o que responder.

- Depois conversaremos Rin, agora descanse, está bem? – ele interviu.

Rin fechou os olhos e percebeu que as coisas não se encaixavam. Não se lembrava do que havia acontecido e como vieira parar ali, forçou a mente alguns instantes, da última vez que se lembrava de algo estava com...

- Sesshy? – disse ela abrindo os olhos novamente e deparando-se com Kagome e Inuyasha também ao lado da cama – Onde ele está?

- Rin conversaremos depois está bem? – perguntou Kagome.

- Não, onde está o Sesshoumaru? O que aconteceu conosco? – perguntou ela começando a apavorar-se.

- Está tudo bem, conseguimos Rin. Sesshoumaru está sendo preparado para cirurgia, as células tronco foram expandidas e temos fé que tudo ocorrerá bem. – disse Miroku.

- Graças a Deus, quero vê-lo, posso? – ela tentou sentar-se – Graças...

Ela parou de repente abraçando o próprio corpo, acariciou o ventre.

- Meu bebê, nasceu. – a voz embargou – Já posso vê-la? Nasceu prematura minha menininha.

- Rin, pode não ser o momento mais apropriado, mas você acabará sabendo. – disse Miroku sério – O bebê não sobreviveu ao trauma. Sinto muito.

Não houve mais palavras dela, um soluço alto irrompeu o quarto enquanto ela gritava negações de um sonho.

_ xXx _

- Não posso entrar. – disse Sesshoumaru já com o roupão cirúrgico – Ela não vai querer me ver.

- Vai entrar sim. – respondeu Izayoi incisiva – Logo que acordou ela perguntou por você, além do mais você é marido dela e tem que apoiá-la. Perdeu o bebê, sua filha.

- E como acha que estou me sentindo mãe? – ele levantou da cadeira de rodas que o levaria a sala de cirurgia – Só não sei como lhe dar com isso.

Quando abriu a porta do quarto o coração parou por uma fração de segundos, Rin estava de pé próximo a janela enxugando mais uma lágrima que escorreu.

- Não deveria estar de pé. – disse Sesshoumaru baixinho ele segurou-a pelos ombros – Venha para cama.

Ela obedeceu mecanicamente voltando a deitar-se.

- Quero ir para casa. – respondeu também num sussurro evitando olhar para ele.

- Houjo me disse que lhe dará alta pela manhã. – ele acariciou sua face e virou na direção do seu próprio rosto – Me perdoa, não sei o que lhe dizer.

- Eu também não sei. – ela acariciou a face dele – Não deveria ter dado aquele ataque de ciúme, deveria ter ficado mais atenta e talvez a Sakura... – ela soluçou.

- Não, não meu anjo. Não foi culpa sua, nem sempre o destino concorda com nossos planos não é? – ele acariciou o ventre dela, a voz era tranqüila – Mas vocês me salvaram, e teremos quantos filhos você quiser.

Rin assentiu suspirando.

- Boa sorte amor. – disse pegando em sua mão – Estarei torcendo por você. – ela sorriu.

- Sei que estará. – ele beijou-a levemente – Eu te amo, muito, me perdoa.

- Sesshoumaru, é a sua hora. – disse Miroku entrando no quarto.

Ele levantou e seguiu o médico, acenou para ela quando chegou a porta, Rin assentiu mostrando os dedos cruzados. Ainda ficou alguns momentos pensando sozinha, não adiantaria ficar remoendo a perda, ou os acontecimentos que havia lembrado. Fechou os olhos tentando adormecer, a mente cansada não demorou muito a convencer o corpo da necessidade do sono.

'Deus, eu agradeço pela chance da vida, por um dia ter encontrado o Sesshoumaru. Permita que ele fique bem, que seja curado, eu o amo muito.

Obrigado Deus,'

Fechou novamente os olhos, rendeu-se ao sono e sonhos.

_ xXx _

- Não Sesshy, eu não aceito desculpas. Hoje é minha formatura. – reclamava ela com Kagome dando os últimos ajustes em seu cabelo – Esperei tanto por isso.

- Rin estou tentando meu amor? Planejei tudo, mas não contava com essa tempestade, o aeroporto está fechado, não há vôos disponíveis. – dizia Sesshoumaru.

- Três anos estudando para meu marido não vir a minha formatura. – choramingou ela – Eu pedi que você não viajasse.

- É um dos meus principais clientes Rin. Ou eu vinha, ou ficávamos pobres. – riu levemente ele.

- Está bem Sesshoumaru. – ele percebeu que estava mesmo chateada – Tenho que ir. Tchau.

Ela desligou antes que ele pudesse reivindicar.

- Vamos Rin, estamos quase atrasados. – disse Kagome puxando-a para fora do quarto.

- Uau, terei que ter muito cuidado essa noite, três lindas mulheres sob minha responsabilidade. – disse Inuyasha quando apareceram.

- Vamos, vamos Inuyasha. – disse Izayoi – Catharine, Catharine.

- Senhora. – respondeu a babá.

- Pegue o Hayato. – disse Izayoi a ela – Vamos gente, vamos. – continuou empurrando todos para fora.

Para Rin aquilo era quase inaceitável, como seu marido não iria a sua formatura. Três anos se passaram e estava cada vez mais apaixonada, Sesshoumaru era um bom marido, prestativo, atencioso e carinhoso, sempre havia proteção em seus braços e sua voz. Apoiou Rin desde o início quando ela decidiu fazer gastronomia, havia viajado há quatro dias e planejava voltar a tempo, mas uma tempestade no aeroporto da França impedia a decolagem de aviões.

- Rin Tashio. – chamou mestre da cerimônia para entrega do seu diploma tirando-a do seu devaneio.

Ela levantou-se rapidamente percorrendo os olhos pelos convidados presentes, quando seus olhos o contemplaram ela sorriu levemente, lá estava Sesshoumaru sentado a mesa com a família tendo nos braços o maior buquê de rosas vermelhas que ela já vira.

Queria que a cerimônia terminasse logo, queria correr para os seus braços e beijá-lo, matar a saudade do seu amado marido. Foi o que fez depois que todos lançaram seus chapéus para cima.

- Você me enganou. – disse ela dando um soquinho no ombro do marido enquanto ele lhe passava as rosas – Isso não vale.

- Surpresa! – disse ele tomando os lábios dela num beijo romântico.

- Eu te amo. – disse ela beijando-o novamente.

- Ah, deixa dessa melação que queremos te cumprimentar grande chef! – disse Inuyasha tirando Rin dos braços de Sesshoumaru sob ameaças do próprio.

- Parabéns Rin. – disse Kagome abraçando a cunhada. – Tá na hora de contar viu, quase não dá para esconder. – sussurrou ao ouvido de Rin, recebendo uma piscadela de volta.

_ xXx _

- Mamãe, mamãe. – gritava o pequeno Hayato indo de encontro a Kagome quando chegaram em casa.

- Meu amor, o que faz acordado uma hora dessas? Já passa de uma da manhã. – perguntou Kagome pegando o menino no colo.

- Oh senhora. – murmurou Catherine – Hayato não quis dormir enquanto não chegassem. Fiz o que pude historinha, sopinha, chazinho e nada adiantou. – desculpou-se a babá.

- Tudo bem Cath, você pode ir, eu assumo as coisas. – a outra mulher assentiu saindo.

- Então vamos comer o bolo da tia Rin? – perguntou Hayato muito esperto apesar da hora.

- Não, o bolo da tia Rin é para amanhã. – explicou Izayoi.

- Não! – exclamou o menino – Só um pedacinho assim. – dizia mostrando os dedos bem juntinhos.

- Nenhum pedacinho Hayato. – pronunciou-se Inuyasha – Então por isso não quis dormir, achou que íamos comer o bolo da Rin agora?

- É, e sabia que não ia sobrar nada. Quando ela faz, você e o tio Sesshy acabam com tudo.

- Ora seu moleque. – disse Sesshoumaru fingindo estar sério – Pois eu vou comer tudo agora e não vou deixar nada para você amanhã.

- Pai, ele vai comer. – exclamou Hayato aflito.

- Para Sesshy. – pronunciou-se Rin – A tia Rin não vai deixar meu bem, agora vamos dormir Sesshoumaru. – disse ela arrastando o marido pela gravata enquanto Hayato esticava a língua para o tio.

- Amanhã eu vou arrancá-la. – disse Sesshoumaru a ele antes de fechar a porta.

- Pai, o tio Sesshoumaru... – dizia o menino ainda no corredor.

- Ás vezes você age como se tivesse a idade dele. – ria Rin enquanto tirava as jóias em frente ao espelho.

- Mas é assim que se faz com as crianças não? – disse abraçando-a por trás – Estou muito orgulhoso de você, tenho uma surpresa.

- Uma surpresa para mim? – disse ela virando-se para ele – Cadê?

Sesshoumaru foi até o closet do quarto e voltou com um papel enrolado em forma de canudo.

- Lembra aquele chalezinho branco no Parque de Green Gardens onde gostávamos de ir? – perguntou ele.

- Sim, do casal de idosos que se mudaram, eles voltaram? – perguntou ela pensativa – Amava os bolinhos de morango de lá, deu uma vontade. – e sua boca encheu-se de água.

- Não, mas consegui isso para você. – disse passando a ela o canudo – É o meu presente, o chalé é seu pode fazer o que quiser.

Os olhos de Rin brilharam, não conseguiria esconder a felicidade que estava sentindo mesmo que quisesse.

- Amor, eu não sei o que dizer. – disse ela abraçando-o – Estou muito feliz, posso ter minha própria confeitaria. – e começou uma lista de planos.

- Ei, ei calma. Não acha que eu mereço um presente também. – perguntou ele beijando-a – Não que eu seja interesseiro, mas quem sabe uma comemoração. – estava direcionando-a a cama.

- Concordo. – disse ela sentando-se – Tenho uma surpresa para você também, mas só vai ganha-la se achar. Está aqui no quarto. – sorriu misteriosamente.

- O quê? Isso é injusto, este quarto é muito grande. – disse ele retirando o paletó – Preciso de dicas.

- Certo, certo. Não está no banheiro, nem no closet, nem nos armários, está num local fácil e a vista.

- Hum. – Sesshoumaru começou pela penteadeira dela, passou pela estante, pelas mesinhas de cabeceiras, pela mesa do computador entre outros locais, vinte minutos se passaram enquanto brincavam de 'Tá frio, ta quente'.

- Ah Rin, eu desisto. – disse ele vindo sentar ao seu lado.

- Tá quente! – ela exclamou – Mais quente! – à medida que ele se aproximava.

- Então, já achei sua presunçosa, eu sei que você é meu presente. – disse ele rodeando-a pela cintura enquanto repousava uma mão em sua barriga.

- Achou! – ela gritou quando ele tentou beijá-la, e pôs sua mão por cima da dele.

Os olhos de Sesshoumaru estreitaram-se. Rin arrepiou-se.

- O que está tentando me dizer Rin? – perguntou num tom ameno.

- Você já entendeu Sesshy. Não me diga que não gostou. – disse aflita.

- Não, eu ainda não entendi. – disse ele.

- Eu sabia que não ia gostar, desculpa, mas não foi minha culpa. – ela livrou-se do marido ficando de pé – Depois que perdemos a Sakura você não tocou mais no assunto, não fiz de propósito eu juro. Mas fiquei muito feliz quando soube. – disse tocando o ventre – Foi um pequeno acidente, fiquei com medo de que não gostasse, tentei esconder que já estou no quarto mês, mas não resolveria por muito tempo. – disse a si mesma. – Você não percebeu?

- Achei que estava engordando com o fim da faculdade. – disse ele estendendo a mão a ela, quando Rin a tocou ele puxou-a para seu colo – Jamais ficaria zangado com isso amor. – disse pondo a mão em sua barriga – Nunca toquei no assunto porque sei que isso ainda lhe causa alguma dor, cheguei a pensar que não quisesse mais engravidar, mas vou amar essa criança desde agora e para sempre. É minha filha, vou embalá-la para dormir e contar histórias, vou ensinar sua lição de casa e levá-la ao balé, vou espantar os marmanjos sedutores e na hora certa, dar sua mão a um cara como eu, lógico. – ele sorriu.

Rin sorriu emocionada.

- Mas e se for menino? – perguntou.

- Então teremos trabalho em dobro quando ele se juntar ao Hayato. Mas vou ensiná-lo a procurar garotas como você. Eu te amo.

- Eu te amo muito. – ela sorriu recostando em seu peito – Agora, onde vai encontrar bolinhos de morango uma hora dessas?

Quando ela o olhou novamente o brilho nos olhos não negava a Sesshoumaru que aquele era o primeiro do muitos desejos de sua gravidez, mas que ficaria feliz em atender cada um.

_ xXx _

Hi*

Já to deprê, todos fim é difícil! É uma superação chegar até aqui depois de mais uma vez ter perdido o rumo de uma história e passar mais de um ano sem postar, mesmo assim fui recebida de braços abertos por vocês e gostaria de poder agradecer de um a um cada review, cada participação, mas não dá.

Muito obrigado pela presença de vocês! Pela força e pelo carinho.

Quero convidá-los a acompanhar minha nova fic, infelizmente não será Sesshy&Rin, mas Shaoran&Sakura em Card Captors Sakura, se alguém se interessar me diz que eu aviso quando postar.

- Entre Névoas & Nuvens.

O que Sakura nunca acreditou é que um dia fosse se apaixonar, todas as lembranças como névoas em sua mente fazia a jovem freira quase odiar os homens. Mas agora, quando se vê forçada a cooperar na investigação do sumiço de uma das alunas do colégio onde leciona, com o charmoso investigador Li, põe em risco suas próprias defesas. Uma certeza tinha, não iria render-se as vontades do seu enganoso coração.

É isso,

Kissus

~ Neko

... me abrace, me beije que o tempo não para e a felicidade se vive agora!

Espaço da Beta: Hello !

Aí que final lindo!

Dinda, estou tão orgulhosa de você. Prima você é demais!

Tenho certeza que Terapia do Amor foi apreciada por muitos e que deixará saudades, mas tenho certeza que viram outras fics com a mesma qualidade.

Galera espero que apreciem esse ultimo capitulo e deixem seus comentários.

Até logo! (pois já tem uma nova fic no forno, quase pronta para sair).

Bjos!

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