Oi, pessoal...
Minha primeira fic. Espero que gostem...


EPDV

Jantar com uma desconhecida. Ótimo programa. Só Emmett – meu irmão e empresário – pra me colocar numa dessas. Jantar com uma louca qualquer que me idolatrava, sabia tudo da minha vida e ter que ser gentil com ela e fazê-la se sentir especial. Tédio. Ao menos essa era maior de idade, então poderia comê-la depois do jantar, se fosse gostosa. Essa é uma das poucas partes boas da fama. Você pode ter a mulher que quiser, na hora que quiser, pois todas são loucas por você e dariam tudo pra estar com você por algumas horas. Esse era um jantar com a ganhadora da última promoção, um sorteio entre os compradores do DVD do último filme. Tenho que admitir que a idéia do Em foi boa, porque vendeu quase o dobro no mês de promoção. E aqui estava eu indo em direção à hostess, que estava com a ganhadora – Isabella Swan, de 23 anos.

A vi de longe, estava de costas pra mim, então aproveitei para uma primeira analisada. Ela estava com um vestido curto azul, que marcava muito bem uma bunda empinada e muito gostosa. Se de frente ela fosse tão boa quanto aparentava eu a levo pra um tour no meu apartamento depois do jantar...(N/A: visual de Bella –www. polyvore primeiro_ jantar/ set?id=19813182) Tenho certeza que ela vai se sentir honrada em visitar a casa e ter a oportunidade de se divertir na cama de Edward Cullen por uma noite...

- Boa noite – cheguei fazendo minha presença ser notada.

- Boa noite – a garota e a hostess responderam ao mesmo tempo. Aproveitei pra dar uma conferida e que gata gostosa. Deus realmente gosta de mim em ter feito justamente essa mulher que era sinônimo de fantasia sexual ganhar esse bendito concurso. Olhei pra ela e percebi que ela sabia muito bem o que eu estava fazendo. Dei um sorrisinho sacana e ela respondeu com similar.

- Isabella Swan, muito prazer. Mas por favor, me chame apenas de Bella. – ela falou estendendo a mão. Falou comigo normalmente, sem se intimidar.

- Edward Cullen, e o prazer é meu. – Respondi a ela.

- Eu sei. – Ela falou dando um sorriso. Mulher de atitude. Confesso que meu queixo ficou caído por alguns instantes, mas me recuperei rapidamente. Encaminhei-a até nossa mesa estrategicamente reservada em um local discreto.

Eu gostei dela. Não voou no meu pescoço, não pulou no meu colo nem começou a puxar saco. Talvez a noite seja realmente interessante. Após escolher um bom vinho resolvi iniciar uma conversa. Nunca tinha precisado fazer isso já que normalmente as mulheres ficam histéricas perto de mim.

- Então, Bella, o que você faz? – Perguntei realmente interessado.

- Sou formada em Educação Física e sócia de uma academia de Ginástica. – Com certeza tem um bom fôlego, o que vai ser ótimo quando levá-la pra cama.

- Hum, que interessante... E o que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

- Adoro ler, dançar e juntar meus amigos pra jogar conversa fora e gastarmos tempo juntos, e você?

- Já que não posso ficar saindo livremente por aí, costumo ficar em casa vendo filmes ou fazendo uma reuniãozinha com meus amigos. – Olhei pra ela e ela estava pensativa, como se analisasse a resposta simples que dei. O garçom chegou e anotou nossos pedidos.

- Deve ser triste... – Ela soltou de repente - ... ter sua liberdade surrupiada desta forma, não poder sair pra fazer o que realmente gosta por causa do fanatismo das pessoas... Desculpe a sinceridade, mas definitivamente não algo que eu iria querer pra mim...

- Não se preocupe desnecessariamente... Não vou te pedir em casamento e te sacrificar com essa vida... – Ela deu uma gargalhada muito boa de ouvir. Que mulher é essa, tento deixá-la incomodada e ela se diverte...

- Ufa! Que alívio! – Ela continuava rindo – Estou bem mais tranqüila agora...

Caralho. Que risada sexy, que mulher sexy. Mas ela tinha mais do que isso. Eu sabia que o que ela dizia com relação a minha vida era verdade, mas ninguém enxergava esse lado por si mesmo. Sempre achavam que era o máximo ser famoso, reconhecido em qualquer lugar, sem se lembrarem que isso significava falta de privacidade e perseguição. Mas ela percebeu isso. E apesar das brincadeiras vi que ela foi sincera ao dizer que não deseja essa vida. De repente me senti compelido a assumir isso a ela.

- Mas você tem razão. É uma vida realmente triste em vários aspectos. – ela ficou séria e olhou nos meus olhos ao ouvir meu desabafo. – Sinto falta de andar na rua, passear a toa sem ser incomodado, pedir pra embrulhar um presente sem ter um monte de gente perguntando pra quem é. Sem contar a quantidade de gente que se aproxima de mim com segundas intenções. É difícil discernir quem se quer se tornar amigo por gostar de mim ou pelo prestígio que aparecer ao meu lado pode gerar...

Parei de falar quando ela colocou sua mão sobre a minha na mesa, num gesto que só poderia ser interpretado como uma tentativa de me confortar. Fiquei ali, imerso naqueles olhos cor de chocolate que ainda não tinha percebido que eram tão intensos e transparentes. Eles estavam repletos de compreensão e carinho de uma forma que eu não podia lidar. Desviei meus olhos para pousá-los onde sua mão cobria a minha. Acho que ela ficou incomodada, pois puxou o braço imediatamente, instalando um silêncio constrangedor no ar. Nesse momento nossos pedidos chegaram e começamos a comer em silêncio.

- Então, você gosta do meu trabalho? – Perguntei a ela na tentativa de puxar assunto novamente.

- Sim, gostei dos filmes que vi, embora não tenha visto todos...

- E o que valia pra essa promoção, você gostou? – Olhei pra ela e vi um sorriso um tanto enigmático em seus lábios. – O que foi?

- Bem, não me leve a mal. É que, na realidade, não vi seu último filme. – Ela estava um pouco constrangida e um pouco divertida. Eu estava meio perdido. Por que ela comprou um filme meu se não iria assistir. E porque ela não quis assistir, se ela tinha acabado de falar que gostava do meu trabalho. Eu estava tão distraído que quase não percebi que ela continuou. – Comprei o filme de presente pra minha irmã caçula. Ela é sua fã. Quando fui sorteada tentei fazer com que ela viesse no meu lugar, pois acreditava que ela se divertiria bem mais que eu. Mas o prêmio era intransferível. Eu não pretendia vir, mas Bree me fez prometer que não perderia essa oportunidade de conseguir um autógrafo pra ela...

Eu estava atônito. Desnorteado. Essa mulher não queria vir jantar comigo. Ela só está aqui por ter prometido à irmã. E mesmo assim pretende me pedir um autógrafo? É muita informação de uma vez. Ela me olhava com uma expressão indecifrável e eu não sabia o que fazer.

- Deixa eu ver se eu entendi. Você está dizendo que está aqui apenas porque prometeu pra sua irmã e pra ver se consegue um autógrafo pra ela? – Eu não sabia se estava com raiva ou decepcionado, principalmente quando seus lábios se moveram em um sorriso.

- Desculpa, não me leve a mal. Eu não tenho nada contra você. Mas eu não tenho o costume de jantar com desconhecidos. E nós nunca tínhamos sequer nos visto, você nem sabia que eu existia... Até onde eu saiba, não temos amigos em comum, então eu realmente não tinha motivo pra jantar com alguém assim. – Eu abri a boca pra falar, mas não tinha o que dizer. Como essa mulher intrigante me deixava completamente sem palavras... Ela também não deixou que eu falasse. – Espera, deixe-me terminar, por favor. Eu realmente acho você um excelente ator, mas na minha cabeça as coisas funcionam de um modo diferente. Pra maioria das pessoas isso é motivo suficiente pra querer se jogar sobre você e conquistar qualquer migalha de atenção que você possa oferecer. Mas não pra mim. Sei que você veio aqui apenas por obrigação, e não me agrada que "meu acompanhante" esteja aqui nessas condições. Eu vejo você como um excelente profissional e o trato dessa forma. Acredito que bons profissionais, independente da área de atuação, devem ser reconhecidos pelos resultados alcançados, mas nem por isso vejo motivos para idolatrar qualquer um deles. Entende meu ponto de vista?

Eu não sabia o que responder, diabos, eu não sabia nem o que eu pensava de tudo isso. Ela estava certa ao dizer que eu só estou aqui porque era uma obrigação. Será que eu era tão prepotente em pensar que qualquer pessoa gostaria de estar comigo, que consideraria como um prêmio? Ela só estava aqui por uma promessa. Não queria ter vindo. Será que ela queria ir embora? Se quisesse, eu não a seguraria mais. Não sei bem porque, mas me incomodava demais ela não querer minha companhia.

- Olha, eu não quis te ofender nem deixar chateado, é que...

- Espere. – Eu a interrompi bruscamente. Notei quando ela se encolheu um pouco na cadeira, mas não cheguei a me importar. Pedi licença um instante e fui até a sala onde tinha alguns itens promocionais do filme, procurei um pôster e alguns cartões com fotos minhas para divulgação. Tentava me lembrar como a irmã de Bella chamava. Demorei um pouco mas consegui. Autografei as fotos, mas no pôster escrevi uma dedicatória simples. "Para Bree, com carinho. Edward Cullen".

Voltei para mesa e Bella continuava lá. Entreguei a ela o material e disse, de maneira calma:

- Bem, aqui está o que você prometeu para sua irmã. Você acertou quando disse que só vim a esse jantar por obrigação, mas tenho que confessar que sua companhia é bem agradável. Mas você veio aqui apenas para cumprir uma promessa. Você já tem o que não estiver confortável, fique à vontade para ir. Mas, se você quiser, eu adoraria saborear uma das deliciosas sobremesas daqui com você. Elas são ótimas. E eu poderia usar esse tempo pra conhecer você melhor. Pra ser sincero, gostei do seu jeito de pensar e expor suas idéias abertamente. Talvez possamos ser amigos. – Eu disse com um sorriso tímido.

Fiquei ansioso esperando sua reação. É fato que cheguei aqui querendo levá-la pra cama, e essa vontade só cresceu. Não queria que ela fosse embora. Sem contar que eu realmente gostei das coisas que ela me disse. Ela me via como uma pessoa normal, e a muito tempo eu não ficava tão à vontade ao conhecer alguém.

- Bem... Tenho certeza que Bree vai adorar isso, muito obrigada. – O que? Ela realmente vai embora agora? Não é possível. – Se não for incômodo eu aceito saborear a sobremesa com você. – Quando ela terminou tinha um sorriso lindo no rosto e não pude me impedir de sorrir em resposta.

Chamei o garçom e pedimos a sobremesa. Ficamos conversando e descobri mais algumas qualidades dela. Além de linda e gostosa ela era atenciosa, di vertida, inteligente, esperta, com um senso de humor delicioso... Uma pessoa fácil de conversar. Descobri que ela sente falta do cachorro que tinha na infância, e do café da manhã com a mãe. Ela foi me contando pequenos detalhes da vida dela, como o dia-a-dia na academia e sua relação com seus amigos. Eu me via cada vez mais enfeitiçado. Ao término do jantar eu queria convidá-la pra ir comigo ao meu apartamento, quem sabe rolava algo. E mesmo que eu não conseguisse comê-la, que era realmente meu objetivo, eu não me importaria de ficar apenas conversando com ela. Eu só não sabia como fazer o convite. Quando já nos levantávamos vi que não tinha como enrolar mais:

- Bella, está tão bom conversar com você... O que você acha de irmos ao meu apartamento pra continuarmos nosso papo?

- Você está me chamando pra bater papo ou pra irmos pra cama? – Ela perguntou, com um sorriso sexy. Fiquei sem saber como responder, mas acabei optando pela verdade.

- Eu quero levar você pra cama. Você é linda, sexy... Mas não me importaria de ficar só batendo papo com você. – Falei isso olhando em seus olhos.

- Uhm... quem sabe outro dia... Hoje preciso ir pra casa.

Acho que ela não acreditou que eu toparia só o papo mesmo. Passamos pela porta e o vento agitou os cabelos dela. Pedi pra trazerem meu carro e voltei a conversar.

- Bella, quando falei que não me importaria de ficar só batendo papo eu disse a verdade. Prometo não te pressionar...

Tirei carinhosamente uma mecha de cabelo que o vento deixou em seu rosto. Ela gargalhou e eu fiquei sem entender.

- Edward, eu acredito em você. Mas está tarde e amanhã tenho que abrir a academia às 6:20h da manhã. Realmente preciso ir pra casa, dormir um pouco. Ah, e não tenho nada contra sexo casual.

Mais um ponto pra ela. Me surpreendeu e encantou mais um pouco. As mulheres raramente assumem assim abertamente o que querem ou como são. Ela parecia simplesmente não se importar com o que as pessoas achavam. Quando meu carro chegou perguntei se ela estava de carro e ela disse que iria de taxi. Ofereci uma carona, porque queria ficar um pouco mais com ela, mas ela não aceitou. Resolvi insistir.

- Bella, se você quer chegar em casa logo, é mais rápido aceitar minha carona que esperar um taxi disponível a essa hora.

- Obrigada, mas não quero incomodar. – Era por isso que ela não aceitava?

- Você não vai incomodar. Na realidade, eu quero muito conversar mais alguns minutos com você. - Abri a porta sem esperar ela responder. – Por favor?

Ela sorriu e entrou. Me indicou o caminho e eu descobri onde ela morava, além de tê-la mais um pouco comigo. Fiz questão de ir com ela até a porta do apartamento, e consegui descobrir qual era o número. Me despedi deixando um beijo em seu rosto e desejando boa noite.

Já deitado, sozinho em casa, deixei minha mente vagar pela noite. Foi bem melhor do que eu imaginava. Amanhã cedo enviaria flores pra sua academia. Sabia que seria útil perguntar onde ficava e foi bom que ela respondeu sem problemas. Queria que ela tivesse uma boa impressão de mim. Comecei a imaginar como seria tê-la em meus braços, e assim adormeci.


Bem... aí está o primeiro capítulo.

Digam nas reviews se gostaram e se vale a pena continuar a escrever...

Abraço!

Luciane