Sobreviventes até ao momento:

Grupo de Yugi: Téa, Vivian, Mako, Rafael

Grupo de Joey: Serenity, Duke, Valon

Grupo de Seto: Seto, Mokuba, Ishizu, Marik

Vilão: Pegasus

Capítulo 3: Os Sobreviventes

"Pois bem, pelo que viram até agora, há algo que possam fazer para escaparem à morte aqui? Bom, talvez encontrando a saída da mansão, mas há apenas uma." disse Pegasus. "Conseguirão vocês lá chegar antes de morrerem todos?"

Pegasus desceu calmamente algumas escadas. Das sombras, surgiram mais algumas velas ao longo de cada lado das escadas, juntando-se às velas já presentes. As novas velas acenderam-se, porém o fogo que ardia nelas era negro e não laranja ou vermelho. Todos os presentes deram alguns passos atrás. Pegasus desceu o último degrau das escadas e olhou para eles.

"Acho que já brincámos o suficiente, portanto está na hora de vocês morrerem todos." disse ele. "Sombras, escolham um alvo e levem-no para a escuridão eterna!"

Várias sombras começaram a surgir no ar novamente. As sombras moveram-se, enquanto as pessoas davam passos atrás. Seto puxou Mokuba para si, para o proteger. Vivian aproximou-se mais de Rafael, que continuava a mover a sua lanterna na direcção das sombras, como se isso as pudesse afastar, mas não era o caso.

Várias sombras diminuíram de tamanho, pelo que se não fossem tantas, pareceriam quase invisíveis. Logo depois, todas foram contra Mako Tsunami. Espetaram-se nele como agulhas negras. Mako gritou, começou a sangrar e caiu ao chão.

"E lá vai um à vida." disse Pegasus. "Ou melhor, à morte."

Ishizu e Marik baixaram-se sobre Mako, mas não havia nada a fazer. Logo depois, sombras envolveram o corpo de Mako e ele desapareceu.

"Enfim, não fiquem muito aborrecidos com isto." disse Pegasus, sorrindo. "Afinal, vocês vão todos morrer. Se alguém se quiser voluntariar para ser o seguinte, eu faço-vos já o favor de matar essa pessoa. Algum voluntário?"

"Vai-te lixar, Pegasus." disse Seto.

"Ah, que simpático. Queres ser o próximo a morrer, Kaiba? Hum, não, assim não teria piada. Acho que te vou deixar para o fim, para veres os outros a morrer sem conseguires fazer nada." disse Pegasus. "Deve ser frustrante. Talvez mate o teu irmão a seguir."

Mokuba encolheu-se um pouco e Pegasus sorriu.

"Nem sequer penses em fazer-lhe mal, Pegasus." disse Seto.

"Bom, avançando, já escolhi quem será o próximo a morrer." disse ele. "Antigamente, as bruxas eram queimadas em fogueiras. Agora... hum, não será bem uma bruxa, mas perto disso. Sombras, acção!"

Logo depois, várias sombras surgiram aos pés de Ishizu e elevaram-na no ar rapidamente. Ela soltou uma exclamação de surpresa.

"Não! Deixa a Ishizu!" exclamou Marik, olhando para Pegasus. "Já mataste o Odion!"

"Pois foi, mas vocês podem pedir o que quiserem, porque não vos vou poupar." disse Pegasus.

Erguendo uma mão, Pegasus redireccionou as chamas de todas as velas contra Ishizu. Ainda no ar, Ishizu começou a arder. Debateu-se e gritou. Serenity encostou-se a Duke, horrorizada. Marik e Rafael avançaram para Pegasus, mas ele lançou-lhes algumas sombras e afastou-os com facilidade.

Ishizu morreu carbonizada pelas chamas e, ainda no ar, o seu corpo foi envolvido completamente pelas sombras e desapareceu.

Três Sobreviventes

Téa estava encostada a uma parede. A lanterna que Yugi lhe dera estava ainda na sua mão. Depois de sair do quarto em que Yugi e o seu avô tinham morrido, Téa correra um pouco e acabara por parar. Chorara durante muito tempo.

Depois, ouvira barulho e começara a andar novamente. Chegara ali, ao fundo do corredor, quando Mako fora morto. Agora, fora Ishizu que morrera. Téa tinha medo. O que poderia fazer para parar Pegasus? Nada. Ninguém podia.

Com a lanterna desligada, voltou a espreitar pela passagem no fundo do corredor, que dava directamente para o salão do rés-do-chão, onde Pegasus e os outros se encontravam. Téa viu Pegasus dar alguns passos em frente, em direcção aos outros, enquanto eles recuavam.

Agora, daquele ângulo, Téa apenas via as costas de Pegasus. Ele estava de costas para aquele corredor. Téa começou a pensar. Talvez se o conseguisse atacar de costas, surtisse algum efeito. Enquanto pensava, Pegasus falou aos outros.

"Agora, vamos jogar outro jogo diferente." disse Pegasus. "Vocês, tão juntinhos, tentaram encontrar-me para me parar, querem sair daqui, querem sobreviver. Bom, alguns de vocês já tiveram encontros imediatos com outros recrutas das sombras."

"Estás a falar do Weevil?" perguntou Mokuba.

"E o Rex Raptor." disse Valon.

"Exactamente. E querem saber mais? Mesmo que me conseguissem matar a mim, há outras duas pessoas controladas pelas sombras e pelos espíritos negros. Essas duas pessoas estão dispostas a matar-vos." disse Pegasus. "Portanto, talvez eu precise de um novo recruta. Sombras, apoderem-se de um corpo!"

Várias sombras surgiram e começaram a rodear todos os presentes. Algumas foram contra Duke e atiraram-no ao chão. De seguida, elas juntaram-se e caíram sobre Serenity. Ela gritou e as sombras entraram-lhe pela boca. Os outros afastaram-se dela, enquanto Duke se levantava do chão. Pouco depois, Serenity tinha sombras à volta do seu corpo e os seus olhos estavam vermelhos.

"Digam olá à nova Serenity." disse Pegasus. "Muito mais interessante do que a anterior, frágil e sempre a choramingar. Serenity, faz um favor a todos e mata aquele que te está mais próximo do coração."

Serenity acenou afirmativamente e atirou-se para cima de Duke, tentando estrangulá-lo. Duke debateu-se e Rafael e Valon aproximaram-se rapidamente, tirando Serenity de cima de Duke.

Téa decidiu avançar. Saiu a correr do corredor onde estivera escondida e com toda a força lançou a sua lanterna contra Pegasus. A lanterna acertou-lhe na cabeça e Pegasus cambaleou para a frente, atordoado. De seguida, virou-se para Téa.

"Tinha-me esquecido de ti. Sabia que faltava uma pessoa viva." disse ele, furioso. "Pois bem, vais morrer por isto."

Porém, Seto já corria para Pegasus. Tirou do bolso do casaco a faca com que matara Weevil. Num gesto rápido, enterrou a faca nas costas de Pegasus. Pegasus gritou de dor. Em movimentos rápidos, Seto apunhalou-o mais três vezes nas costas e Pegasus caiu ao chão, com sangue a escorrer-lhe das costas.

Por essa altura, Rafael e Valon tinham conseguido prender os pulsos de Serenity e fazer com que ela ficasse imóvel. Pegasus virou-se lentamente para encarar Seto.

"Tu apanhaste-me de surpresa." disse Pegasus. "Pode ser este o meu fim, mas também é o teu!"

Levantando as mãos, Pegasus lançou um raio de sombras contra Seto. O raio atravessou o peito de Seto, fazendo um enorme buraco. Mokuba gritou, enquanto Seto caía no chão. Mokuba correu para ele.

"Não! Seto!" exclamou Mokuba, ajoelhando-se perto do irmão.

"Mokuba, tens de fugir daqui. Tens de sobreviver." murmurou Seto.

De seguida, deixou de se mexer e logo depois o seu corpo foi envolvido por sombras e desapareceu. Segundos depois, também o corpo de Pegasus foi completamente envolvido por sombras. Um clarão negro irradiou do seu corpo e depois o corpo de Pegasus desapareceu.

Por uns segundos, o salão ficou silencioso, tirando os soluços de Mokuba, que começara a chorar. Depois, Serenity debateu-se para se libertar de Valon e Rafael, mas não conseguiu.

"Larguem-me!" gritou ela. "O Pegasus pode estar morto, mas nunca vão conseguir sair daqui vivos!"

"Saiam do corpo da Serenity, suas sombras malditas!" exclamou Duke, olhando para Serenity. "Deixem-na em paz."

"Nunca voltarás a ter a Serenity de antes. Mas se não consigo fazer nada com este corpo... adeus!"

O corpo de Serenity começou a brilhar. Valon afastou-se de imediato, enquanto Rafael a continuou a segurar.

"Isto vai ser explosivo!" exclamou Serenity.

"O quê? Ela vai explodir!" exclamou Vivian.

Valon afastou Duke rapidamente de Serenity. Segundos depois, deu-se uma explosão e quase todos foram atirados ao chão. O corpo de Serenity desapareceu, envolvido em sombras. Rafael, que estivera perto dela e só a largara quando ela estava quase explodir, jazia no chão, muito ferido.

Valon aproximou-se rapidamente dele, enquanto Téa se aproximava de Mokuba, para o tentar consolar pela morte de Seto.

"Rafael, tu estás muito ferido." disse Valon.

"Vão, têm de se ir embora, depressa." disse Rafael. "Eu não consigo mexer-me. Mas ouvi o que a Serenity disse. Um último murmúrio antes de explodir. Disse a palavra cave. A saída está na cave."

"Não te posso deixar aqui assim." disse Valon. "A Mai morreu, o Alister também e..."

"E tu vais viver. Foge com os outros. Rápido."

Valon hesitou mas acenou afirmativamente. Reuniu todos e falou-lhes sobre o que Rafael dissera.

"Mas onde fica a cave?" perguntou Téa.

"Nós não procurámos naquele último corredor." disse Vivian, apontando para um corredor à direita. "Pode haver uma porta que nos leve até lá, se formos por ali."

"Então vamos." disse Valon.

"Mokuba, sê forte agora." pediu Téa, olhando para o rapaz mais novo. "O teu irmão queria que sobrevivesses, portanto tens de honrar o último desejo dele."

Mokuba fungou uma vez, mas acenou afirmativamente. O grupo olhou de seguida para Rafael, enquanto ele dava o último suspiro. Depois, o seu corpo foi levado pelas sombras. Téa foi buscar a lanterna que tinha atirado a Pegasus e ainda funcionava. De seguida, o grupo encaminhou-se para o corredor que Vivian apontara.

Valon e Marik, ambos empunhando uma lanterna, iam à frente. Téa fechava o grupo, usando a lanterna que fora originalmente de Yugi para ir verificando se nada, nem ninguém, surgia por detrás para os atacar. Chegando ao fundo do corredor, encontraram uma porta.

"Vamos a isto." disse Marik, avançando.

Marik abriu a porta, que revelou umas escadas que davam para o piso inferior. O grupo entreolhou-se e de seguida todos começaram a descer as escadas. Ao chegarem ao fundo das escadas, encontraram uma divisão pequena, onde não havia nada.

"Não há aqui nada." disse Vivian. "Nem sequer janelas para podermos tentar fugir."

"A mansão é enorme. Não ia ter uma cave tão pequena." disse Valon, começando a caminhar de uma ponta a outra. "Tem de haver aqui algo."

Enquanto Valon e Marik começavam a procurar algo por ali, Vivian mexia as mãos, nervosa. Mokuba tentava manter-se calmo. Duke estava furioso e triste pela morte de Serenity.

"Há aqui algo!" exclamou Marik, batendo ao de leve numa parede. "Esta parede tem algo do outro lado, porque não parece tão grossa como as outras."

Todos se aproximaram e examinaram a parede. Mokuba apontou para um pequeno desnível na parede.

"Pode significar algo." disse ele.

Valon aproximou-se e tocou no desnível. Pouco depois, ouviu-se um ruído e uma porta surgiu na parede. O grupo entreolhou-se e depois avançaram todos pela porta, que dava para um pequeno túnel. Quando chegaram ao outro lado do túnel, viram que estavam numa sala.

Era uma sala com apenas duas pequenas janelas e cheio do que parecia túmulos. Do outro lado da divisão via-se um túnel maior e alguma luminosidade.

"É ali! Aquele túnel deve dar para o exterior!" exclamou Vivian.

"Então vamos a isso!" exclamou Marik.

Ele avançou rapidamente, em direcção ao túnel. Mas no momento seguinte, detrás de uma das campas, surgiu Bonz, com sombras à volta do corpo. Trazia na mão um arco. Disparou. A seta foi na direcção de Marik, que se desviou por pouco. A seta foi cravar-se numa parte da parede por detrás dele.

O grupo mal teve tempo para reagir, pois todos tinham ficado surpreendidos. Olharam para Bonz, ainda com o arco na mão, a sorrir-lhes maliciosamente.

"Vocês mataram o Pegasus, o Weevil e o Rex, mas agora chegou o vosso fim." disse Bonz. "Os espíritos negros e as sombras vão conseguir finalmente o seu intento de eliminar a luz. Vocês trazem luz ao mundo e portanto, vão ser eliminados."

"Sempre a mesma conversa." disse Valon, irritado. "Os espíritos negros deviam desaparecer de uma vez."

"E na verdade, irão." disse Bonz. "Os espíritos negros sim, mas o mal existirá sempre no mundo. Os espíritos negros fizeram um pacto para poderem estar no mundo real e manipularem os acontecimentos. Deram-lhes uma semana. O prazo acaba esta noite. O trabalho será cumprido. Vocês morrerão e os espíritos negros poderão descansar então, pois o planeta será coberto por sombras."

Valon fez um sinal de cabeça a Marik e Duke, que perceberam. De seguida, os três foram contra Bonz, mas um de frente e os outros dois de cada lado, pelo que assim ele não os poderia atacar a todos. Bonz disparou uma seta, que raspou o ombro de Duke, mas antes de conseguir lançar outra, já Valon, Marik e Duke tinham chegado até ele.

Imobilizaram-no e de seguida Marik partiu o arco de Bonz. Duke pegou numa seta que estava caída no chão.

"Isto é pelo que fizeram à Serenity!" exclamou ele.

Depois, espetou a seta no coração de Bonz. Bonz tremeu e o seu corpo foi engolido pelas sombras.

"Vamos sair daqui." disse Duke.

Todos acenaram afirmativamente e correram para o túnel. Não era muito grande e quando chegaram à outra extremidade, estavam fora da mansão, nas suas traseiras.

"O Pegasus disse que havia mais duas pessoas, além dele, que ainda estavam a ser controladas pelas sombras. Uma foi o Bonz. A outra não sabemos quem é. Temos de estar atentos." disse Téa.

"O que fazemos agora?" perguntou Mokuba. "Como é que vamos sair da ilha?"

"O barco que nos trouxe, partiu, mas se estivermos no porto, pode ser que algum barco passe e nos veja." disse Marik. "Devemos encaminharmo-nos para o porto."

Os outros acabaram por concordar. Deram rapidamente a volta à mansão e começaram a descer o mesmo caminho que tinham feito para lá chegarem. Porém, agora já não havia qualquer luz, não ser a das suas lanternas e da lua, que pairava lá bem no alto, pois os candeeiros que rondavam o caminho estavam agora apagados.

Iam a descer, quando de repente, das árvores saltou uma figura. Atirou um grande frasco contra Duke. O frasco acertou-lhe, partiu-se e um liquido caiu sobre Duke. Ele começou a gritar, enquanto o seu corpo começou a fumegar.

"Ah! Não!" gritou Duke.

"O que é isto? Ácido?" perguntou Téa, tentando ajudar Duke.

"Exactamente, beleza." disse a voz da figura, saindo das árvores.

Era Bandit Keith, também possuído pelas sombras e os espíritos negros, tal como Bonz. Na mão trazia uma pistola. O ácido começou a espalhar o seu efeito pelo corpo de Duke e ele caiu ao chão, sem conseguir respirar. Logo depois, o seu corpo desapareceu, envolto em sombras. Todos olharam para Keith.

"Bom, bom, agora já só restam cinco de vocês para matar." disse Keith. "Vocês realmente foram espertos. Conseguiram matar o Pegasus e os outros. Mas eles eram burros, a usar coisas que não vos mantinham à distância. Sabem, uma arma é um objecto muito bom. Posso disparar à distância, bastante rápido e matar-vos antes que cheguem a mim. Quem quer ser o primeiro a morrer?"

"Corram pessoal!" gritou Valon, fugindo para o meio das árvores.

Os outros foram atrás dele. Keith disparou a sua arma. Quase acertou no ombro de Téa e também numa das pernas de Mokuba, mas conseguiram os cinco fugir por entre as árvores. Continuaram a correr e ouviam Keith, correndo atrás deles.

Correram durante alguns segundos, até que saíram do emaranho de árvores e se viram junto de um lago.

"Temos de nos esconder." disse Marik.

"Vamos onde?" perguntou Téa.

"Estou com medo." disse Mokuba.

"A água pode ser um bom esconderijo. Está escuro e assim ele não nos consegue ver." disse Vivian.

Ela correu para a água, mas antes de conseguir lá entrar, um crocodilo saltou lá de dentro e abocanhou-lhe uma perna. Vivian gritou. Mais dois crocodilos surgiram da água e abocanharam Vivian também.

"Temos de sair daqui!" exclamou Valon.

"Mas a Vivian..." disse Téa.

"Não podemos fazer nada por ela. Vamos!"

O grupo começou a correr novamente. Vivian foi morta e o seu corpo desapareceu, envolvido em sombras. Os crocodilos estavam ainda a tentar farejar a sua presa quando Keith saiu de entre as árvores, a correr.

"Malditos miúdos, não param quietos para eu os matar." disse Keith, olhando de seguida para os crocodilos, à beira do lago. "Hum, mas parece que alguém já teve o azar de se aproximar do lago. Então só faltam quatro."

Keith sorriu e as sombras à volta do seu corpo mexeram-se. Depois, pôs-se a correr novamente, em busca dos quatro sobreviventes.

Três Sobreviventes

Téa, Valon, Mokuba e Marik estavam a correr rapidamente, desviando-se das árvores. Mesmo com a luz das lanternas, não era fácil correr quando se esbarrava constantemente nas árvores, ramos e arbustos. Mokuba estava bastante cansado, mas Téa puxava por ele. Valon liderava o grupo.

Depois de alguns minutos a correram, saíram da zona das árvores e viram o mar à sua frente. Olhando para a sua direita, viram, não muito longe, o local onde o barco os tinha deixado naquela tarde.

"Ok, conseguimos chegar à praia, mas temos o Bandit Keith atrás de nós." disse Téa. "Com uma arma. O que fazemos?"

"Não acho que agora possamos fazer grande coisa." respondeu Marik. "Vamos mas é sair daqui. Vamos afastar-nos."

"Se calhar devíamos esconder-nos entre as árvores." sugeriu Mokuba.

"Sim, é melhor." concordou Valon. "Aqui estamos muito expostos."

Quando o grupo se preparava para se embrenhar novamente na floresta, Keith surgiu, empunhando a sua arma.

"Ah, finalmente encontrei-vos." disse ele. "Estão a dar-me muito trabalho. Morram!"

Keith disparou alguns tiros. Téa atirou-se para a areia e Valon desviou-se. Um tiro acertou em cheio na cabeça de Mokuba. Marik viu-o cambalear, cair na areia e depois o corpo de Mokuba foi envolvido pelas sombras e desapareceu.

"Seu assassino horroroso!" exclamou Téa, levantando-se. "Mataste uma criança!"

"Pouco me importa. Vão todos morrer." disse Keith.

De seguida, disparou um tiro contra Téa, mas ela conseguiu mandar-se novamente para o chão. Logo depois, Valon atirou a sua lanterna contra Keith. A lanterna bateu-lhe na mão e Keith deixou a arma cair.

Baixou-se para a apanhar, mas Marik já estava a atirar-se sobre ele. Os dois começaram a lutar. Valon correu para a arma e apanhou-a. Keith deu um murro a Marik e atirou-o contra areia. Logo depois, Valon disparou.

O tiro acertou no ombro de Keith e ele rugiu de dor. Téa pegou num punhado de areia e lançou-o à cara de Keith. Ele gritou, sem conseguir ver nada agora. Valon tentou disparar novamente, mas a pistola estava sem balas e apenas Keith teria mais munições.

Sem pensar mais, Valon atirou a arma para longe e correu para Keith. Empurrou-o, fazendo-o cair à beira da água do mar. Depois, Marik levantou-se e veio ajudá-lo. Ambos levaram Keith até à água. Ele debateu-se.

"Morre, desgraçado!" exclamou Marik.

Os dois mergulharam a cabeça de Keith na água. Keith estrebuchou, mas depois ficou imóvel, tendo-se afogado. Quando o seu corpo foi levado pelas sombras, Marik e Valon suspiraram de alívio. Do bolso do casaco de Keith tinha caído uma caixa de munições e Valon apanhou-a.

Valon regressou para perto da arma e carregou-a. Depois, fez sinal a Marik e Téa. Todos se encaminharam para o porto. Quando lá chegaram, sentaram-se no chão.

"Será que as sombras nos atacarão aqui?" perguntou Téa.

"Penso que não. Elas não parecem ter um poder físico fora da mansão. Foi lá que o Pegasus lançou a maldição." respondeu Marik. "Aqui fora, fomos atacados por aquele homem e os crocodilos, mas não fisicamente pelas sombras."

"Se mais alguém possuído aparecer, esta pistola vai fazê-los pensar duas vezes em se aproximarem." disse Valon.

Todos olharam para o topo da colina, com a mansão ainda lá bem no alto.

"Quem me dera nunca ter vindo aqui." disse Téa. "Perdemos tantas pessoas..."

"A minha família está morta agora." disse Marik. "Estou só..."

"Mas estamos vivos. E não tenciono que nenhum de nós morra agora." disse Valon, confiante.

Três Sobreviventes

Às primeiras horas da madrugada, os três sobreviventes viram algo surpreendente. A mansão foi coberta por sombras e de seguida, um raio de luz caiu sobre elas, destruindo-as. Téa suspirou.

"Como o Bonz disse, as sombras e os espíritos negros foram embora depois desta noite." disse ela.

"Espero que nunca mais voltem." disse Marik.

As horas foram passando. Valon arriscou em voltar à mansão e encontrou lá comida e água potável. Depois, voltou para o porto e repartiu a comida por todos. Já à tarde, o grupo viu um navio ao longe e pôs-se a acenar. Foram vistos da embarcação.

Quando a embarcação, um enorme navio cruzeiro, parou o mais perto possível da costa, um bote foi enviado para os ir buscar. Já dentro do navio, o comandante fez algumas perguntas, mas percebendo que os três não estavam muito bem, disse-lhes para descansarem.

Duas horas mais tarde, Téa saiu para o convéns, onde encontrou Marik e Valon. A ilha já tinha ficado para trás.

"Vão levar-nos para terra." disse Valon. "E depois teremos de explicar muita coisa."

"Não sei como. Não vão acreditar em nós." disse Marik. "Acho que devemos considerar a possibilidade de mentir. Afinal, não há corpos. Ainda podem tentar incutir-nos crimes, como se fossemos nós que tivéssemos andado a matar toda a gente."

"Isso é horrível." disse Téa. "Não tivemos culpa."

Os três entreolharam-se.

"Então, vamos mentir. Arranjar uma desculpa. Dizemos que realmente nos deixaram na ilha com os outros, mas depois eles foram embora e nos deixaram lá." disse Marik. "Não poderão provar que fizemos nada de mal."

"E eu atirei a pistola ao mar. Mais ninguém me viu com ela, porque a coloquei no bolso."

Téa assentiu. Pensar nos seus amigos mortos era doloroso. Mas ela, Marik e Valon estavam vivos.

"Eu nunca esquecerei os meus amigos." disse Téa. "Mas esta mentira é necessária."

"Vamos continuar a viver as nossas vidas." disse Valon. "Para trazermos mais luz ao mundo."

"Sim, isso mesmo." concordou Marik.

Chegados a terra, os três contaram a mesma história. O desaparecimento misterioso de Pegasus e de todos os outros nunca conseguiu ser explicado. Téa e os outros começaram a ser investigados e a ilha foi revista de uma ponta a outra.

Não havia sinais de nada do que tinha acontecido. O sangue deixado pelas vítimas tinha desaparecido e não havia corpos também. Os três foram ilibados e puderam viver as suas vidas, continuando agora a praticar o bem e na esperança de que os espíritos negros não voltassem nunca mais.

Fim

Mortes deste capítulo:

Mako Tsunami - Espetado por agulhas sombras

Ishizu Ishtar - Queimada viva

Seto Kaiba - Trespassado por um raio de sombras

Maximillion Pegasus - Apunhalado nas costas

Serenity Wheeler - Explodiu

Rafael - Ferido devido à explosão de Serenity

Bonz - Seta espetada no coração

Duke Devlin - Ácido

Vivian Wong - Comida por crocodilos

Mokuba Kaiba - Tiro na cabeça

Bandit Keith – Afogado

Sobreviventes:

Téa Gardner

Valon

Marik Ishtar

E assim termina a história, com os três sobreviventes e todos os restantes mortos e levados pelas sombras. Até uma próxima história!