Capítulo V – Sobre propostas e respostas, apelidos e chaves de portal

Em dias normais, Sirius Black estaria pensando no quão sortuda era a água que lhe descia pelo corpo. Era como um exercício matinal: durante o banho, pensava no quão sensacional era. Naquela manhã específica, no entanto, seu ego teve de ser deixado de lado – a massagem teria de esperar. Precisava entender tudo que tinha acabado de ocorrer. De repente, a batedora menina-macho era bailarina e sua namorada de mentira. Estaria tudo quase perfeito se ela não tivesse tirado sua camisa de algodão, para então vestir-se de tanta ousadia. Olhos e passos firmes, respiração sem alterações, simplesmente veio, e o deixou sem qualquer reação. Tentara se lembrar de outra garota que o tivesse deixado tão embasbacado daquela forma. Nada. Nenhuma. Apenas o padrão. Ainda aquelas que se faziam de difíceis, começavam a demonstrar sinais de fraqueza aos primeiros toques. As pernas trêmulas anunciavam sua vitória gloriosa, e dali em diante, olhos revirados e gemidos audíveis massageavam-lhe o ego e divertiam-no por instantes. Mas Emily Strike não demonstrava sinais de fraqueza. Pela primeira vez, Sirius Black fora a presa, e ainda não havia decidido se tinha gostado daquilo. De um lado, a surpresa. De outro, a vulnerabilidade. Sentiu-se fraco, exposto, e acima de tudo, excitado. Nada como uma novidade. Nada como um desafio.

Saindo do banho, passou a mão na Capa do amigo, num saco com galeões e em sua varinha: daria uma saidinha.

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Três tortas de limão e uma jarra de suco de abóbora depois, Emily Strike sentia-se segura para pensar. Havia magia na maneira como se sentia calma naquela cozinha apinhada de elfos dedicados.

- A senhorita deseja mais alguma coisa? – O elfo falou, reverenciando-se ao ponto de encostar o nariz no assoalho.

- Sim, que levante dessa posição ridícula.

- Perdão, senhorita Strike, pode deixar que vou me castig...

- Proíbo terminantemente que se castigue, Marlin. Sabe o quanto gosto de você, e meu nome é EMILY. Não me chame de senhorita como se eu fosse muito melhor que você.

- Coração bondoso, doce menina Emily. Marlin vai lá pra dentro. Menina precisa pensar. Se quiser alguma coisa chame.

- Obrigada, Marlin. – Emily falou sorrindo. Odiava a submissão dos elfos. Sentia-se quase na obrigação de reverenciá-los por serem tão perfeitos na arte de cozinhar e servi-la sempre que precisava.

Agora sozinha no ressinto, Emily deixava que flashes tomassem conta de sua consciência. Viu-se caminhando, prendendo as pernas uma de cada lado do corpo de Sirius Black. Com um relance, mordiscava as orelhas geladas do garoto. Balançou a cabeça. Tentou pensar em uma situação idêntica, onde qualquer outra pessoa estaria ocupando o lugar do garoto. E ficou tentando. Nada em mente. Apesar de ter sido impulsionada por uma raiva repentina, sabia que não teria aquela reação com outra pessoa. Primeiro que ninguém naquele castelo a tratava como o moreno. Segundo que havia alguma coisa nele que a incitava para um desafio. Não era atração física, muito menos sentimentos quaisquer. Era apenas... Um jogo. Reconhecia um pouco de si mesma naquele andar displicente. A segurança em si próprio, a inteligência, as respostas atravessadas. Homem e menino se debatiam naquela carcaça de músculos desenvolvidos e pêlos bem distribuídos. Nunca tivera interesse em desenvolver amizade com o maroto. Simplesmente não sentia que havia qualquer coisa a ver. Com exceção das partidas de quadribol, nas quais deixavam as diferenças no gramado para tornarem-se cúmplices a alguns pés de altura, não tinham qualquer relação/aspecto em comum. Gostos, aspirações: nada. Imaginava o quão vazia não seria uma amizade que te obrigasse a ouvir sobre orgias diárias inovadoras. Não odiava o garoto, só não estava interessada em amizade, obrigada.

Decidida sobre o seu destino pós-cozinha, marchou em direção ao Salão Comunal de sua casa.

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Pedro Pettigrew caminhava ligeiro pelos corredores. Apreensivo, sentia uma gota fria brotar em sua testa. Sua mão direita espremia vigorosamente o bilhete recebido mais cedo, via correio coruja. Não havia assinatura, nem maiores explicações. Em letras corridas, caprichadas para um homem, mas desleixadas para uma mulher, lia-se:

"Tenho informações sobre seu pai. Encontre-me no corujal às 15h30. Vá sozinho."

Sentindo uma sensação familiar em relação à grafia, e necessitado de notícias do pai, no momento em que lera o bilhete, sabia que compareceria. Fosse o que fosse.

Ao chegar no corujal, avistou de costas a última pessoa da qual esperaria um bilhete pelo café. Lembrou-se imediatamente da grafia: aulas de Poções. Volta e meia dividiam uma bancada, por conta de serem sempre os renegados. Sentia-se sortudo, muitas vezes, porque o cara era mesmo bom na matéria. Contudo, não imaginava que relação Severo Snape teria com a morte de seu pai. Estremeceu.

- Sabia que viria. – Snape falou, virando-se.

- Co... Como? – Pedro perguntou, gaguejando.

- Já ouviu falar em Oclumência?

- Não.

- Então presumo que não saiba o que é Legilimência, também. Sugiro que aprenda, pode ser útil no futuro. – Os olhos do sonserino brilharam.

- Olha só, não vim aqui pra que me explique nada. Quero saber do meu pai. – Inflando-se de coragem, Pedro sentia o bilhete em suas mãos ir se desfazendo enquanto se misturava ao suor.

- Ernesto Pettigrew: mais um sujeito invisível e pacato que cumpria obrigações diárias e desimportantes no Ministério. Sempre almejara pelo estrelato, mas faltava-lhe, como posso dizer? Ah, sim: talento.

- NÃO VIM ATÉ AQUI PARA OUVÍ-LO INSULTAR O MEU PAI, RANHOSO.

- Cuide das suas palavras, saco de banhas, ou vai ficar sem saber da verdade.

Pedro calou-se, no que Severo continuou:

- Eis que, num belo dia, aurores soberbos e austeros adentram seu escritório empunhando varinhas. Carregam-no sem maiores explicações para uma sala de julgamento. Uma testemunha jura ter visto seu querido pai maltratando crianças trouxas em um parque público. Na hora, fora sentenciado como Comensal. Demorou o dia todo até que finalmente fosse inocentado. Contudo, a mancha permaneceria. Na madrugada do dia seguinte, um legítimo comensal viu seu pai se matar, aplicando em si próprio uma Maldição Imperdoável.

Pedro Pettigrew permaneceu em silêncio. Não podia acreditar nos seus ouvidos. Seu pai havia se matado. Sozinho, numa madrugada, amedrontado e humilhado, por conta de um falso julgamento do Ministério. Sentiu raiva, nojo, asco. Como podia ter sido tão covarde? E daí o que iam pensar? E então, uma voz, uma vozinha insistente e sombria, lhe soprou ao ouvido: você sabe como é ser renegado.

- Imagino que não queira ter o mesmo destino de seu pai. – Snape começou, percebendo a compreensão que se revelava ao grifinório. – Por isso, certo de sua coragem, venho lhe fazer uma proposta.

- Minha... coragem? Me acha corajoso? – Por um momento, um breve e egoísta momento, Pedro sentiu-se radiante. Ele, corajoso. Quem diria? Vivia à sombra dos amigos fabulosos, inteligentes e fortes. Ouvir aquilo era como música pra seus ouvidos.

- Claro que é corajoso. Está aqui, não está? E de novo, sugiro que vá procurar saber sobre Legilimência. De qualquer maneira, minha proposta é encantadora, sedutora, e intransferível. Escolhemos a dedo cada pessoa, por isso, sinta-se único. – O sonserino sabia que as palavras eram exatas.

- E que proposta é essa? – Pedro sentiu seu peito inflar involuntariamente. Sentiu-se maior e mais forte.

- Junte-se ao lado vitorioso. Venha para os que têm poder e ambição, onde terá lugar e reconhecimento conferidos pelo maior bruxo de todos os tempos. Uma guerra está para nascer, acontecimentos épicos envolverão todo o mundo bruxo, e sei que escolherá o lado que permitirá que sobreviva a tudo isso. Venha para a proteção do Lord das Trevas. – Snape falou com seu habitual tom sibilante, causando efeito.

Naquele momento, Pedro empertigou-se. Sabia quem era Lord Voldemort, e conhecia seus feitos. Contudo, ao pensar na responsabilidade do Ministério sobre a morte do pai, e no quão grande poderia ser, sentiu-se abalado. Pensou nos amigos, e em como, apesar de sentir que era querido, sabia que não pertencia àquele mundo. Eram todos corajosos, fortes, alegres e motivados. Nunca pudera se sentir assim. Vivera por seis longos anos à sombra dos grandes. Gostaria de dar um passo. Gostaria de fazer parte de algo maior. Ainda assim, faltava-lhe coragem.

- Não responda agora, Pettigrew. Pense, reflita, e me procure quando decidir se juntar a nós. Eu sei que irá.

Dizendo isso, Severo Snape deixou o homem-rato à sós. Mal sabia ele as proporções que aquele simples desejo de vingança, aquela simples manipulação para causar dor e dizimar o grupo dos marotos, iria tomar. Mal sabia que, naquele momento, estaria sentenciando a morte de sua tão amada Lílian Evans.

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- Remo, não consigo estudar assim! Você está me desconcentrando! – Ana ralhou, melosa. Ela e o namorado estavam sentados tranqüilos na quase vazia sala comunal. Estava há uns bons quinze minutos tentando escrever o título de sua redação de Poções, mas mãos macias insistiam em tocar-lhe a nuca, impossibilitando qualquer pensamento acadêmico.

- Eu nunca atrapalharia uma boa moça em seus estudos. – Remo falou, sorrindo e mexendo nas orelhas da namorada.

- Quem não te conhece que te compre, seu cachorro!

- Opa, errou de maroto.

- Tanto faz, são todos iguais. – Enquanto falava, sua voz foi sumindo. Seus olhos fecharam-se e a menina estremeceu.

- O que acha de fazer isso depois? Afinal, hoje é sábado, e é só pra quarta-feira que vem. Vamos aproveitar nosso tempo...

- Negócio fechado! – Ana falou, não conseguindo mais se conter. Enquanto levantavam para ir em direção aos jardins, viram Sirius Black descendo as escadas do dormitório, enquanto Emily Strike surgia através do retrato da Mulher Gorda.

- Ora, se não é minha doce namorada. Ainda com essas roupas? – Sirius provocou, enquanto recebia um olhar mortífero da "namorada".

- Já disse: se me quer bonita, gaste dinheiro.

- E é exatamente o que estou indo fazer.

- O quê? – Ana e Emily exclamaram juntas.

- Ué, sou Sirius Black, preciso de uma namorada apresentável. Você não é de todo ruim, Strike, mas precisa permitir que o mundo saiba disso. – Dando uma piscadela, o moreno ouviu Remo rir.

- Eu vou com você. – Emily falou, surpreendendo a todos.

- Não vai não. Vai gastar todo o meu dinheiro em moletom, e não é a intenção.

- Ei, eu sei que ela é desleixada, mas não é SEMPRE assim! Quando quer, Emily sabe ser bem elegante. – Ana falou, defendendo a amiga.

- Isso é uma surpresa! Pensei que ela fosse a casamentos de pantufas e camisetas largas.

- Você pensa tantas coisas erradas, não é mesmo? – Emily falou, insinuando o acontecimento daquela mesma manhã. Viu um sorriso se alargar na face do moreno. Franziu as sobrancelhas.

- Se tudo que eu disser tiver aquele mesmo desfecho, juro não parar de pensar nem por um segundo.

- Cale a boca, imbecil. Vamos logo.

Remo e Ana se entreolharam. O garoto reparou que a blusa da menina continuava do lado avesso. Um sorriso tímido brotou no canto de seus lábios. Ainda que duvidasse imensamente daquilo, pensou que seria, no mínimo, divertidíssimo.

O casal acomodou-se num lugar reservado, perto da parte noroeste do lago, enquanto Sirius e Emily rumaram para uma das passagens que dava acesso à Hogsmeade.

- Ah, então foi assim que me conseguiu sapatilhas? – A morena perguntou, enquanto caminhavam por um corredor estreito.

- Na verdade não. Consigo muitas coisas por aqui, mas as sapatilhas foram de uma outra fonte. Mercado negro, não queria saber. – O garoto latiu. Sim, porque sua risada e um latido eram perfeitamente indistinguíveis.

- Você late e tem amigos no mercado negro. Pontos positivos.

- Ora, por favor, Strike, não se apaixone.

A garota gargalhou.

- Não fui eu que fiquei com cara de babaca hoje mais cedo.

- Não venha me culpar, existe bastante testosterona circulando por aqui, e, odeio admitir, mas seu corpo até que é ok.

- Então agora sou uma menina?

- Não.

- Como não?

- Você é uma mulher, Emily.

- Me chamou pelo nome. – A morena desconversou, sentindo-se ineditamente envergonhada.

- Somos namorados, precisaremos nos habituar.

- Black, que estupidez a sua, nos metendo nesse absurdo! Só aceitei pelas sapatilhas, mas é claro que não convenceremos a ninguém! Estamos sempre discutindo e nos odiando, não suportamos estar perto um do outro, e nem eu, nem você fazemos idéia do que é estar em um relacionamento. Nem que quiséssemos fingir.

- Não me venha com essa, cara Emily. Aquela desenvoltura apresentada pela manhã não era de uma iniciante. – Sirius falou, e sua voz rouca fez que Emily se sentisse subitamente bem.

- Já tive pessoas, Black. Pessoa, no caso.

- UM cara? Em sua vida inteira?

- Sim. Vizinhos desde pequenos, resolvemos descobrir a adolescência juntos. Beijos, amassos e todo o resto. Dois verões. Nada de compromissos, romance, nada. Nem nos gostamos, na verdade. Ele é bonito, sarado, cheira bem, tem mãos enormes e é sexy. Atributos suficientes, para mim.

- Ora, você me tinha nessa escola desde seus 11 anos! Bonito, sarado, cheira bem, mãos enormes e sexy: não posso imaginar que ele seja, nem de longe, melhor que eu! Por que ele?

- Fala pouco. É maduro. Não se acha o centro do mundo. Coisas assim. E não se iluda, Black: sua boca e a minha não irão se encostar.

- Uma pena, Emily: sinto tanto potencial fluindo de você.

- Se enxergue, Black: não sou como as outras desse castelo. Não me atraio por nada vindo de você.

- Existe uma lei universal que consiste em dizer que todos os corpos da Terra tendem a se atrair. Sabia disso?

- EU sabia, já que tinha uma irmã trouxa que adorava Física, mas daí a VOCÊ saber já é um espanto.

- Tinha?

- Sim, Black, ela morreu, e não, Black, não vamos falar sobre isso, obrigada, continue com sua linha de raciocínio primitiva.

Sirius sentiu-se mal por tê-la feito pensar em algo tão ruim. Não sabia de nada daquilo! Respeitando a decisão da menina, resolveu retomar a conversa anterior, como se nada tivesse acontecido.

- Eu sei de coisas que até Dumbledore duvida.

- Black, já experimentou passar um dia sem se sentir o máximo?

- Não!

- Tente. Pode ser útil.

- Não vejo como seria.

- Um exercício, Black. Enaltece o homem, edifica o caráter, e, o mais importante: reduzirá em 90% suas falas.

- Ouch, Emy. Tudo bem, eu gosto de selvageria.

- Selvage... Black, cale-se. Sua cota de conversa se esgotou. Chegaremos em algum momento OU NÃO?

- Estamos quase lá. Antes, preciso que me chame de Sirius.

- Pra que?

- Pra treinarmos. Como bem disse, um exercício.

- Tanto faz, Sirius.

- Uhn, não ficou bom. Tente Six.

- SIX? O QUE SERIA ISSO?

- Shiiii, vão nos ouvir! Um apelido, ué.

- Oh não, isso vai ser demais pra mim. Garotas me fuzilando, nós passando um tempo superior a 0 minutos perto um do outro, e ainda tendo que te chamar de SIX? Sapatilhas não deveriam ser tão valiosas.

- Pense que está me sacaneando com o apelido! Que tal?

- Ótima idéia, Six! – A morena falou, juntando as mãos como se fosse rezar, e movendo rapidamente as pálpebras.

- Como todas as outras que saem da minha linda boca, Emy.

- Um dia sem se elogiar, lembra? Meu preço para te chamar de nomes remotamente íntimos.

- Ok. Começando a partir de que horas?

- Agora, exatamente nesse minuto.

- Tudo bem.

- Claro que está tudo bem. O que são esses caixotes? – A menina perguntou, apontando para uma zona que se estendia em sua frente. O caminho era todo apinhado por caixotes de vários tamanhos e cores.

- Minha cara Emy, estamos nos estoques de nossa tão querida Dedosdemel!

- MENTIRA? Como escondeu isso da gente durante todos esses anos?

- Se a Lil soubesse onde conseguir chocolates, nunca teria feito meus deveres.

- Justo.

- Não vai defender a amiguinha?

- Não sou dessas, Black, e você sabe.

Os dois esquivaram-se do estoquista que subiu para pegar novas mercadorias, e em alguns instantes andavam livres em direção ao que, para Emily, parecia ser o Cabeça de Javali.

- Por que estamos indo para lá?

- Elemento surpresa, minha cara.

Chegando lá, encontraram Aberforth, como de costume. Sirius o cumprimentou, e Emily, que nunca havia visto o homem antes, percebeu uma estranha semelhança com alguém que conhecia. Não era mesmo boa fisionomista, poderia ser qualquer um.

Enquanto pensava, não prestou atenção na conversa dos dois. O bar estava vazio, de modo que tinham privacidade. Ouviu o senhor dizer para que Sirius tomasse cuidado "com a bela senhorita", quando ouviu o maroto pedir que segurasse em um garfo. Em um segundo, parecia que um anzol a havia fisgado pelo estômago. Seu último pensamento foi ter reconhecido os óculos do anfitrião. Meia-lua.

N.A:

CarolMedeiros, espero que seja como os gatos, e tenha mais algumas vidas para acabar enquanto acompanha essa história =)

Ana Beatriz Scalercio, eu nem gostei da primeira vez que li o que tinha escrito sobre James/Lily, mas confesso que depois me encantei com a Lily cala-a-boca-e-me-beija.

Brosallie, seja bem vinda! Adorei sua review, me deixou tão feliz! Dizem que alegria de pobre dura pouco, mas a dos pobre-de-reviews até que perdura bastante. E sim, concordo com você: todas nós temos um pouco de cada uma delas. O que todas nós NÃO temos, infelizmente, é um Sirius, que, sinto lhe informar, mas não existe não. Bonito, gostoso, moreno-de-olho-azul, cara de safado, legal, amigo, inteligente, divertido, etc, etc, etc? Sério que você ainda procura?

Enfim, mais um capítulo. Dessa vez menor e sem Lily/James. Confesso que estou ansiosa para acabar com a história, já que meu tempo reduzido a nada por semana não permite que eu fique tendo idéias marotas, só engenheiras, mesmo. Vou fazer o melhor que eu posso, nessas condições.

Um beijo a todos (?),

- ffnt