Capítulo 3: Mudando sua mente

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Resolution

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Por: WeasleyWannabee

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— Como essa poção é particularmente difícil, vou colocá-los em pares para trabalhar nela — anunciou Slughorn na sala de aula na quinta-feira.

Eu me aproximei de Mary, mas Slughorn continuou, — Senhorita MacDonald, você seria feliz se trabalhasse com o Sr. Mackey. — Mary e Andrew sorriram um para o outro — Senhorita Evans, você e o Sr. Potter serão parceiros para a preparação da poção...

O quê? Slughorn continuou a juntar as pessoas, mas eu não estava prestando mais atenção. Isto é alguma piada cruel, certo? Ele realmente não esperava que nós iriamos fazer esse trabalho juntos não é mesmo? Ele apenas queria um desastre. Me virei para Mary olhando-a com desânimo apenas para encontrá-la sorrindo.

— Divirta-se —, ela disse docemente antes de se juntar com Andrew em sua mesa.

Eu olhei para ela. Por que ela pode fazer o trabalho com seu namorado, enquanto eu tenho que...

— Hey, Evans. — Potter se sentou ao meu lado.

— Potter, — eu falei secamente. Ele me olhou por um momento, depois começou a desembalar seu ingrediente para a Poção, sorrindo.

É tudo brincadeira para ele não é? Eu pensei com raiva, acendendo o fogo e peguei minha varinha. Olhei em volta, prefiro trabalhar com qualquer um, menos o Potter. Bem, talvez Black também não, — mas... Eu fiz uma careta, de repente, ao perceber que um dos acompanhantes do Potter tinham faltado. — Hey, onde está Remus?

— Doente. — Potter respondeu despreocupadamente, aparentemente despreocupado com o bem-estar de seu amigo. Eu apenas rolei meus olhos.

— Então, você começa com essa primeira parte, que eu picarei essas raízes, okay? — Potter perguntou, apontando para umas raízes de Valeriana, nós iriamos precisar dela no quinto passo.

Olhei para ele. Espere, ele está sendo cooperativo, e não esta tentando me aborrecer como nas outras vezes, será que ele irá continuar assim durante as próximas horas? — Er, — eu disse, um pouco confusa. — Okay, pode ser.

Eu continuei a olhá-lo quando nós começamos a trabalhar. Finalmente, ele olhou para mim, franzindo a testa — O que foi? —, ele perguntou.

— Nada —, eu falei rapidamente. — Você está... nada não.

Potter deu-se de ombros. — Okay — ele disse simplesmente. Depois de alguns minutos de silêncio, ele continuou: — Bem, eu sei que você prefere trabalhar sozinha, mas...

— Como você sabe disso? — Eu perguntei.

Potter sorriu. — Você revira os olhos toda vez que um de nosso professores dizem que o trabalho é um dupla.

Eu levantei uma sobrancelha. — E você tem o hábito de ficar me olhando durante todas as aulas? — Eu fiz uma careta internamente depois que disse isso, praticamente armei isso para ele dar uma resposta irritamente sedutora. Mas a resposta que ele me deu, distraiu minha mente.

— Eu souseu colega de classe ha cinco anos, Evans. Aposto que alguém nesta sala tenha feito esta mesma observação sobre você.

Eu abri minha boca para responder, quando de repente eu percebi que o que ele me disse tinha me pego de surpresa. "Bem, eu sei que você prefere trabalhar sozinha..." Sozinha! No final do ano passado, no final do ano passado eu pedi para que Potter me deixasse em paz e... eu fiz uma careta. É por isso que ele está agindo tão estranho assim este ano? — Você está tentando me deixar em paz? — disse em voz alta, enquanto não percebendo como estranho isso soaria, Potter não ouviu os meus pensamentos — er, pelo menos, foi o que eu esperei que ele não tivesse.

— Eu... er... O quê? — Potter perguntou, olhando para mim completamente confuso.

Eu corei. — Eu... apenas é que, eu venho tentando descobrir por que você está agindo assim... assim... não que eu goste de você, eu apenas não entendi isto. No fim do ano passado, quando eu disse pra você me deixar em paz...

Potter, de repente começou a rir. — O quê? Não é isso... e o que você quer dizer, que eu tenho agido diferente?

— Ainda bem que você não ouviu... quero dizer, você esta namorando a Chloe agora, mas... Você sabe, — eu balbuciava.

Potter levantou uma sobrancelha. — Evans, o que você está falando não faz sentido algum.

Eu suspirei em frustração. — O que eu quero dizer é, depois te tanto tempo me paquerando e me pedindo pra sair, e todas as vezes que eu lhe pedi para parar... Por que você só parou agora?

— Não fique lisonjeada, Evans — Potter respondeu, com um pouco de desprezo. — Nem tudo que eu faço gira em torno de você.

— Okay, então o que aconteceria se eu dissesse sim? Você está me dizendo que, na verdade, você não sairia comigo?

Potter deu-se de ombros. — Você foi fácil de irritar... foi tudo muito engraçado.

Eu estava tão ofendida com isso que não percebi que ele realmente não respondeu minha pergunta. — Então, você fez tudo para o seu próprio divertimento? Alguma vez você pensou o que teria acontecido se eu tivesse começado a se apaixonar por você? Como eu teria se sentido se eu descobrisse que você tinha acabado de me usando para o entretenimento?

Potter teve a boa vontade de olhar para mim, um pouco envergonhado com isso. Mas logo ele sorriu. — Bem, eu tenho certeza de que o inferno ainda é agradável e quentinho, por isso vamos estar bem lá.

Levei um momento para perceber o que ele queria dizer. Quando eu percebi, eu corei novamente, tanto de vergonha quanto raiva.

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— De jeito nenhum — Mary disse enfaticamente quando eu terminei de contar e ela sobre a conversa que eu tive com o Potter na aula de poções. Estávamos sentadas no Salão comunal, após o jantar, e os Marotos não estavam por perto, eu não teria arriscado a dizer a Mary o contrário. — Ele definitivamente gostava de você... você tem que ser cega para não perceber isto.

Eu não sei; Eu não diria o mesmo, ele estava fazendo tudo 'por diversão', foi o que ele disse. — Você tem que admitir, definitivamente parece algo que ele faria.

Mary, porém, balançou a cabeça fazendo com que seus cachos castanhos batessem em seu rosto. — Não, eu me recuso a acreditar nisso.

— Tudo bem, você pode questioná-lo na próxima vez —, eu disse com um suspiro, voltando o meu olhar para a janela. Eu certamente não iria tocar nesse assunto novamente. Não só para mim, mas também para todas a mulheres em geral. Quero dizer, quem trata as pessoas assim? Eu também estava muito constrangida, por ter interpretado tudo mal nos os últimos cinco anos. Eu tinha que admitir, fez mais do que sentido por que de tudo ter sido uma piada, nenhuma pessoa normal era disposta a suportar o número de rejeições que eu tinha dado ao Potter.

Percebendo que eu estava distraída observando o rastro da lua cheia no céu durante meia hora, eu sacudi minha cabeça levando para longe os meus pensamentos, e relutante, comecei a fazer os enormes deveres de casa.

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Como era patético, eu meio que tentei evitar Potter nos próximos dois dias. Não que eu procurasse a companhia dele, mas sim o que eu pensei na nossa conversa na aula de Poções, tinha me deixado mais envergonhada. Que diabos eu precisava perguntar por que ele estava me deixando em paz? Deus, ele deve pensar que eu sou um tipo de garota deficiente, paranoica ou louca. Não que eu me importe o que ele pensa de mim. A menos... Merlin, eu não fiz parecer que gostava dele, não é? Urgh, eu espero que ele não tenha interpretado assim. Embora com sua enorme cabeça, eu não descartaria esta possibilidade.

Em consideração adicional, eu tinha prometido a Mary pra não falar com Potter sobre isso... não quis lembrar sobre qualquer cometários meus, que me causaram vergonha. Não entanto, ela permaneceu determinada provar que ele tinha mentido por não querer sair comigo.

Quando eu perguntei a Mary como ela exatamente planejou falar com o Potter sobre isso, ela me asegurou que seria 'do modo dela'. Então eu desisti e deixei ele com ela. Quando Mary põe uma ideia na cabeça, não a nada que faça fazer o contrário, até ela cumprir.

Eu tinha a própria missão de evitar Potter, mas eu desisti bastante de pressa disso. Era basicamente impossível, considerando que nós tínhamos a maioria das alunas juntos, começando que sentávamos na mesma mesa e moramos na mesma casa. Felizmente, ele tinha voltado a me ignorar, na maior parte. Às vezes quando nós passamos no corredor, ele sorriria maliciosamente pra mim como se nós estivéssemos compartilhando uma piada particular, entretanto eu adquiri o sentimento distinto que ele estava apenas me gozando.

Imprevisivelmente e incrivelmente, eu achei alguém que me aborrecera mais que Potter: Chloe. Digo, esta garota é ridícula. Era como ela tivesse algum tipo de vida ou morte por precisar estar com o Potter toda hora. Honestamente, eu não sei como ela sobreviveu as aulas dela sem ele. Isso é, se ela foi mesmo para elas. Porque ela sempre estava fora da nossa classe esperando por Potter quando nossas aulas acabavam. E eu digo o tempo todo. Eu acho que ela já perdeu alguma. Ela o cumprimentava com o mais longo-que-era-inteiramente-necessário-desde-ela-via-ele beijo e depois eles começavam a andar de mão dadas. Sai da sala olhando para o chão, para evitar essa nauseante visão, especialmente se fosse na classe, antes ou depois do almoço.

Até mesmo mais insuportável do que ver os dois no Salão Comunal. Se eles não estivessem se ocupando com uma intensa sessão de beijos — Eu ainda não percebi o motivo do qual eles tinham que nos mostrar isto — eles estavam conversando, e Chloe estava bajulando tudo que Potter dizia, rindo alto a cada piada que ele falava, mesmo não sendo inteiramente engraçada. Que, na minha opinião, aplicando todos eles, mas não era só o meu nojo pelo Potter que me fazia tirar o olhar toda vez que Chloe começava a rir. Olhando para o resto da sala, eu poderia ver que a maioria das outra pessoas estavam irritados com as palhaçadas do casal.

De mais interessante foram as reações dos amigos do Potter. Bem, somente um, em particular. Peter realmente não parecem saber o que fazer com Chloe, enquanto Remus parecia tolerá-la, igual a que ele fazia, sempre que Potter e Black eram particularmente estridentes. Mas Black absolutamente detestava Chloe. Ou me parecia assim. Ela não deixava os dois ficarem juntos. Mas agora... eu estava com um pouco de pena do Black — afinal, ele não merecia ser substituído por alguém como a Chloe.

— Oh meu Deus, isso não é tão engraçado assim, por favorcale a boca —, murmurou Mary não tão silenciosamente, quando o riso de Chloe encheu o Salão Comunal, pela enésima vez.

Eu bufei, olhando para o fogo. Potter estava conversando animadamente com Chloe, que tinha um sorriso adorável estampado no rosto. Incapaz de aguentar olhar para eles por muito tempo, meus olhos deslizaram para a Sirius, que estava olhando para o casal com um ódio que me surpreendeu. Ele deve ter sentido eu olhar para ele, porque de repente ele olhou para cima e nossos olhos se encontraram. Black levantou o seus olhos rapidamente para o teto, fazendo careta para mim. Sem pensar, eu sorri simpaticamente para ele. Oh meu Deus, pensei, rapidamente olhando para longe de novo. Nós temos algo em comum. Ok, Potter e sua namorada estão oficialmente envenenando minha mente, eu tenho que ir embora.— Eu acho que eu estou indo para a biblioteca, porque senão eu poderia assassinar um ou os dois em cerca de três segundos —, disse a Mary, apontando meu polegar para Potter e Chloe.

— Ok... eu te sigo em um minuto —, disse Mary, revirando os olhos.

Eu pendurei a minha bolsa no ombro e sai do Salão Comunal. Respirando fundo, eu saí de lá com um longo suspiro, revelando o silêncio do corredor quando estava caminhando para a biblioteca.

Eu mal estive 15 minutos lá, quando ninguém menos que Potter e Chole entraram. Fala sério? eu pensei, olhando para eles com incredulidade. Fala sério, o que eu fiz na minha vida passada para merecer isso?

Chloe disse alguma coisa para Potter que eu não ouvi e se afastou para uma pilha de livros. Potter olhou ao redor, então seu olhar caiu em mim...

Eu rapidamente abaixei minha cabeça. Não venha aqui, não venha aqui, não...

— Fancy! que bom vê-lo aqui.

Eu respirei fortemente e olhei para cima Eu vou enfeitiçá-lo com o feitiço do esquecimento, ordenei-me severamente. — Não, realmente não, ou eu ou você, Potter, e eu ficarei na biblioteca.

Potter inclinou a cabeça em minha direção. — É um ponto justo —, ele disse. — Bem, eu não conseguirei fazer o trabalho no Salão comunal, tem muito ruído.

Olhei para ele nitidamente para ver se ele estava brincando. Inacreditavelmente, ele realmente parecia sério. Eu bufei com escárnio.

— Que foi? — Potter perguntou, franzindo a testa para mim.

Lancei para ele um olhar seco. — Você se dá conta que foi você e Chloe que fizeram a maior parte do ruído?

A careta de Potter aumentou. — Sério? Bem, talvez seja por isso...

Ele Parou, e eu somente balancei a cabeça. — Eu suponho que você está aqui para realmente fazer o trabalho? — Perguntei antes que ele pudesse parar.

Potter sorriu. — O que mais alguém faria em uma biblioteca? — , ele perguntou inocentemente.

Revirei os olhos. Como se ele não viessem até aqui só para dar uns amassos. Honestamente, essa é o única razão de que ele esta namorando ela. — Ela realmente não faz o seu tipo.

Eu não tinha percebido que eu havia falado alto agora a pouco até eu olhar para cima e ver Potter me olhando confuso. — Desculpe? — ele disse.

Eu poderia enfeitiçar minha boca para que ela ficasse pregada, porque aparentemente não pode ser confiável para manter minha boca fechada, eu pensei triste. — Nada — eu murmurei, mentalmente cruzando os dedos para que ele esquecesse do que aconteceu agora a pouco.

Era muito esperar isso do Potter, no entanto. Ele sentou-se na minha frente e perguntou: — E o que exatamente faz o meu tipo? — ele definitivamente parecia estar se divertindo agora.

— Eu... é que... — Eu fui salva da necessidade de responder quando a Chloe chegou.

— Encontrei você —, ela anunciou, segurando um livro. Então lançou um olhar entre mim e Potter, depois fez uma careta.

— Ótimo — disse Potter, de pé. — Bem, eu te vejo por aí Evans. Oh, deixe-me saber se você chegar a uma resposta —, acrescentou com uma piscadela, jogando um braço em volta de Chloe enquanto se afastavam.

Deixei escapar um longo suspiro quando os dois viraram no corredor e sumiram de vista. Porque não posso parar de fazer papel de idiota na frente do Potter este ano? Eu pensei irritada. Embora tivesse sido bem divertido ver a reação de Chloe no momento. Ela parecia ter ficado realmente um pouco ofendida por Potter ter falado comigo. Eu quase ri alto quando eu desejei saber se ela estava com ciúmes — valeria quase a pena fingir que estava paquerando Potter só para mexer com a cabeça dela. Mas com nossos encontros ultimamente só fazia parecer que eu gostava dele, e eu provavelmente não estava disposta para isso só pra irritar Chloe.

Só então, Mary entrou na livraria, olhando ao redor, e caminhou até minha mesa. — Oi —, disse ela com um suspiro, se jogando na cadeira onde Potter tinha acabado de se sentar.

— Hey, — eu respondi, movendo meus livros para o lado para dar mais espaço. — Eu não esperava ver você aqui agora que Potter e Chloe saíram de lá.

— Bem, acontece que eu não consegui me concentrar mesmo eles tendo ido embora, só... como você soube que eles não estavam mais no salão comunal?

— Porque eles estavam aqui.

A boca de Mary caiu. — Sério? Oh, vamos lá — , disse ela, irritada. — Juro, se eles nos interromperem...

— Não se preocupe, você já perdeu a interrupção, — Assegurei-lhe secamente. Então eu comecei a falar sobre o meu mais recente encontro com o Potter.

Mary abafou o riso quando compartilhei com ela meus pensamentos sobre a reação de Chloe. — Deus, eu espero que ela estivesse mesmo com ciúmes. Você sabe o que você deve fazer, você deve...

— Fingir estar paquerando o Potter só para irritá-la? — completei.

Mary franziu o cenho. — Como você sabia que eu estava prestes a dizer isso?

— Poque eu pensei brevemente nisso.

— E por que não?

Olhei para ela sem acreditar. — De jeito nenhum, não vale a pena Potter pensar nisso... e não vou fazer sua teoria de 'paixão secreta', — Eu disse com advertência quando vi o sorriso maléfico que estava espalhado pelo rosto de Mary.

— Eu não ia dizer nada — , respondeu ela suavemente, reorganizando seus traços em uma expressão inocente.

— Certo, — eu disse sarcasticamente.

— Mas eu acho que é fofo você estar preocupada com o James por ele estar namorando a pessoa errada —, ela acrescentou, com o sorriso maléfico retornando. — É bom que você está cuidando do seu bem-estar.

Eu olhei para ela. — Eu não estou interessada nem preocupada; Estou apenas olhando para todos com sanidade. Você não pode argumentar contra o fato de que as coisas eram bem melhores quando ele não estavam namorando.

— Infelizmente, não — , Maria assentiu, franzindo o nariz.

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No sábado seguinte ficou marcado pelo o primeiro jogo de Quadribol da temporada: Grifinória contra a Sonserina. A excitação no ar no café da manhã era palpável... não que eu contribuísse para isso, de qualquer forma; dia o jogo de sábado foi apenas mais um dia para mim.

— Vamos, Lily, — Mary tentou me convencer, — você tem que ir pelo menos um jogo antes de sairmos daqui.

— E eu tenho um pouco menos de dois anos antes de fazer isso,— eu disse, colocando os ovos em meu prato.

Mary suspirou. — Bem, o que você vai fazer em vez disso? — ela perguntou, mudando de tática.

Dei de ombros. — Provavelmente, recuperar o atraso em algum trabalho.

Minha amiga revirou os olhos.— Sério? Isso é...

— Triste — Potter disse atras de mim. Meus olhos se estreitaram quando me virei para olhá-lo. Honestamente, como eu poderia pensa em que alguma vez ele estava tentando me deixar em paz? — Eu concordo com a MacDoanld, — Potter continuou. Virando-se para mim, ele disse: — Como é que você nunca foi em nenhuma partida?

— Eu só não gosto de Quadribol, tudo bem? — Eu disse um pouco defensivamente, embora eu não tinha certeza, mas eu senti que tinha que me defender de Potter.

— Se é porque você não entende as regras, eu posso explicá-las para você — , Potter ofereceu com um sorriso, como se isso teria alguma influência na minha opinião de Quadribol.

— Não, eu sei as regras. Elas não são tão difíceis de entender, e é por isso que você pode jogar o jogo, tenho certeza —, eu disse docemente.

Mary bufou em diversão, mas Potter continuou sorrindo para mim, imperturbável.

— James, você vem? — A voz de Chloe soou ao longo da mesa, onde o time da Grifinória tinha se levantado e inciando sua caminhada para o Hall.

— Sim, eu estarei lá em um segundo, — Potter respondeu de volta. Voltando-se para mim, ele acrescentou: — Só porque você é o lixo em algo, Evans, não significa que você não pode assistir outras pessoas fazê-lo.

Eu estava tão chocado e ofendida que eu não conseguia nem formular uma resposta. Potter deu um sorriso satisfeito. Ele colocou a vassoura em seu ombro e seguiu onde estava Chloe e o resto de seus companheiros no Salão Principal.

Voltei-me para Mary. — Bem, agora eu definitivamente não vou.

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Passei a manhã toda no salão comunal e realmente, fiz muitos trabalhos sem as distrações de costume. Depois de um par de horas de trabalho, eu decidi que precisava de uma pausa. Um alongamento, fui até a janela e olhei para o campo de Quadribol. Eu poderia ver apenas pequenos pontinhos, em movimento, que eram os jogadores. Isso era outra coisa sobre jogos de Quadribol, — que podiam continuar indeterminadamente. Não, obrigado.

Saí do salão comunal e vaguei pelos corredores, sem destino em mente.

O castelo é verdadeiramente assustador quando não tem ninguém dentro dele, pensei distraidamente, tremendo ligeiramente. Pensando o que tinha nos cantos escuros e passagens secretas onde qualquer um poderia estar escondido, o som de vozes vindas de uma sala de aula nas proximidades quase fez minha alma saltar pra fora do meu corpo. Merlin, tenha controle, Lily, eu me repreendi, aproximando-se para ver quem tinha as mesmas antipatias que as minhas sobre partidas de Quadribol. No entanto, eu cheguei a um ponto onde eu podia ver ao longe do quarto, duas pessoas dentro dele, ouvi uma voz e a reconheci muito bem.

— ...Se eu quiser fazer isso? — Severo estava dizendo.

— Em três semanas. — A voz grave de Anton Mulciber disse. Eu tremi de novo, ele me assustou seriamente. — Mas o que quer dizer 'se'? — ele continuou severamente.

Me aproximei mais, o coração batendo rapidamente. Eu não sei porque a conversa estava me deixando tão ansiosa, mas algo não estava certo.

— Tenho algumas coisas que... olha, eu não quero me explicar pra você —, Severo rosnou de volta.

— Tudo bem, mas ele vai saber que você não está completamente comprometido.

Severo apareceu de repente, no espaço entre a porta e o batente dela. Eu sabia que deveria se mover, mas eu estava preso ao chão.

— Evidentemente —, zombou Severo. — Eu não estou — de repente ele olhou em volta e parou abruptamente como nossos olhos. Ele xingou alguma coisa depois que ele saiu de perto da porta. Agarrando o meu braço, ele perguntou: — O que você ouviu?

O olhar duro em seus olhos escuros me assustaram. Mulciber haviam seguido-o para fora do quarto, e quando olhei para baixo, vi-o dedilhado sua varinha. Merda! Eu pensei em pânico. Como eu fui me meter isso? Tentando manter a calma, encontrei os olhos nos de Sev e disse: — Nada.

Ele bufou. — Você está mentindo. O que você ouviu? — ele perguntou de novo, mais devagar e perigosamente neste momento, me sacudindo um pouco para dar ênfase.

— Eu não sei — Eu respondi, tentando puxar o braço de seu alcance. Mas ele só apertou-o mais, eu estava começando a perder a sensibilidade dos meus dedos. — Eu não a minima ideia do que você estava falando, eu juro!

Severo olhou para mim por alguns segundos antes de finalmente soltar o meu braço com um suspiro. Ele parecia mais normal, mas isso não me impediu conferir várias partes do meu corpo. Esfreguei minha mão no lugar onde ele avia apertado.

— Você não deve ser uma espiã... — Severo começou.

— Eu não deveria ser? Eu não deveria estar? — Eu perguntei, minha voz se elevando, a raiva com o que ele tinha acabado de fazer para me vencendo a meu medo. — Você é a única pessoa a ter reuniões secretas em uma sala de aula abandonada, enquanto o resto da escola está em um jogo de Quadribol! E se isso não era suspeito o suficiente, a sua reação agora praticamente confirma que você está fazendo algo... algo... ruim. Mesmo eu não sabendo exatamente o que é, eu ainda posso dizer.

— Você vai se arrepender do que disse, sangue ruim — , Mulciber disse, de repente, apontando sua varinha entre os meus olhos.

Naquele momento, o som de passos e gargalhadas chegou aos meus ouvidos. Eu quase desmaiei de alívio, parecia que o jogo de Quadribol tinha terminado e as pessoas estavam voltando para suas salas comunais.

— Vamos, — Sev disse, empurrando a varinha Mulciber para baixo e caminhando para longe de mim ao longo do corredor. Mulciber olhara para mim por um momento, um olhar de advertência, antes de virar para seguir Severo. Eles viraram o corredor e sumiram de vista, mais antes disso, uma multidão entrou no corredor, Potter estava sendo carregados por eles. Ele estava sorrindo, mas como ele avistou forma Severo recuando, ele franziu a testa. Seu olhar rapidamente deslocou-se para mim, e depois para a sala de aula abandonada, então ele disse a Chloe, — Eu vejo você em um minuto.

Eu pensei que a vi rolar seus olhos em frustração quando ela passou por mim. Isso teria sido divertido, em uma hora antes, mas agora eu mal percebi.

— Alguma coisa... você está bem? — Potter perguntou.

Para meu horror, senti lágrimas de tristeza no fundo dos meus olhos. — Estou bem —, eu disse brevemente, esperando que ele não percebesse que a minha voz tinha estremecido um pouco no final da fala. Virei-me e fui até um canto de alunos conversando.

Potter correu para alcançá-los. — Bem, você não parece muito bem.

Eu olhei para ele. — E não é nada do que você está pensado.

— Ok, bem, eu só pensei que talvez eu pudesse...

— Isso não significa automaticamente que você é um cara bom, Potter,— eu disse, pensando de Severo. Eu sabia que não faria absolutamente nenhum sentido para Potter, mas eu não me importava, eu só queria que ele fosse embora.

— Bem, isso esclarece as coisas —, disse ele sarcasticamente. — Fico feliz que você pense isso. Vou...

Eu cortei ele. — Chega! Pare. Por favor.

Potter olhou para mim por um momento, vi uma rajada de emoções através de seus olhos cintilantes cor de avelã, foi tão rápido que não poderia torná-los verdadeiros. — Você nem sequer tenta, não é? — ele finalmente perguntou numa voz derrotada.

— O quê? — Eu perguntei, franzindo a testa para ele.

Mas ele apenas passou por mim e desapareceu ao virar o corredor.

Era confusão atrás de confusão, eu acho,pensei. Eu tinha, finalmente, chegado à entrada da torre da Grifinória. Estava tendo uma festa muito barulhenta, evidentemente, nós tínhamos vencido a partida de Quadribol. Mas eu nunca me senti menos a vontade nessas festas em toda a minha vida, e, aparentemente, Potter não estava lá; ele não apareceu o resto do dia.


Oi pessoas *-*

Primeiro, desculpem-me pela demora. Mas está aí!

Beijos e até o próximo capítulo.