Capítulo 35

"Emoção Final"

- Sango... _ Miroke murmurava, ainda tonto com a pancada que levara na cabeça. Rain estava caído no chão inconsciente.

- "Não. Não" _ Sango pensava, enquanto tentava inutilmente gritar com a boca tapada pela mão de Kuranosuke em sua boca.

- Acelera, imbecil! _ ele berrava para Lionel que nervoso, se atrapalhava com os comandos do carro _ Você é idiota ou o que?!

- Essa merda não pega! _ o outro praguejou.

- Deve ter engasopado! Eu não acredito nisso. _ Kuranosuke passou a mão que cobria a boca de Sango no rosto, liberando a boca dela sem perceber.

- Pare com isso! _ Sango gritava desesperada, mas ninguém além de Miroke caído no chão conseguia ouvir seu apelo. Não havia ninguém em volta por ser uma área de estacionamento afastada, apenas o policial desmaiado no chão, o traidor Lionel, que Sango logo percebeu se tratar do informante de Kuranosuke e Miroke que aos poucos começava a recuperar as forças mas ainda não não conseguia se levantar. _ O que aconteceu com você? Você não era assim! Como pôde se transformar tanto?

- A culpa é sua... _ ele sorria de um jeito assombroso _... Você deveria ter me amado enquanto podia. Agora tem que aceitar as consequências de seus atos...

- Não... Não!

- Liga logo isso, porra! _ Kuranosuke berrou para Lionel, que finalmente conseguiu fazer o carro pegar.

- Consegui!

- Agora, você seja uma boa garota. _ Kuranosuke disse à Sango.

- O que vai fazer comigo.

- Primeiro vamos passar em casa, para pegar umas coisas. Depois vamos fazer uma longa viagem. Sei que gosta de paises latinos, então vamos sair em lua de mel. Você anda me devendo uns favores.

Aquele tom dele lhe causou arrepios de pânico e ela queria desesperadamente descer do carro, mas não podia fazer nada já que o braço do homem a prendia de forma possessiva e ela suspeitava que ele ainda devia ainda guardar a arma que matar Shima em algum lugar da roupa. Também não tinha esquecido de Miroke caído no chão ao lado do carro.

Lionel saiu com o carro de forma natural, procurando não chamar atenção. Sango chorava silenciosamente.

- "Está tudo perdido." _ ela pensava _ "É o fim para mim. Meu Deus, será que Miroke está bem? E Rain? Como sou egoísta, em nenhum um momento pensei nele. Deve ter sido atingido por Lionel enquanto Kuranosuke atingia Miroke. Para onde estão me levando? O que será de mim agora?"

Mas felizmente não teve que se preocupar por muito tempo. Quando estavam virando o carro diante da igreja, foram cercados imediatamente por Siwon e sua equipe de policiais que estavam fazendo de plantão no casamento

- Parem imediatamente este carro, estão cercados! _ ele gritou.

- O que eles estão fazendo aqui?! _ Kuranosuke tirou satisfações com Lionel.

- Não faço idéia! Não estavam sabendo de nada!

- Lionel, você é um incompetente! Passa por cima!

- Não posso fazer isso, eles vão atirar em nós!

- Covarde!

- Kuranosuke, caso tenha esquecido sou um deles. Somos treinados para atirar em caso de fuga.

- Temos uma refém. Eles não vão arriscar!

- Eles não atirarão para matar. Mas vão atirar!

- Que merda! Você é um maldito covarde mesmo! _ Kuranosuke disse, enquanto remexia em sua roupa.

O que eles não tinham percebido era que enquanto eles estavam distraídos demais para verem no estacionamento, Miroke tinha conseguido se mexer o suficiente para enviar pegar o celular em seu bolso e enviar uma mensagem de texto para Inuyasha.

K AQUI AVISE SIWON

Como o estacionamento era em uma rua sem saída, obrigatoriamente passariam na frente da igreja, então foi fácil armar um cerco. Lionel saiu sem resistir, com as mãos para cima e logo foi rendido pelos ex. companheiros. Sango desceu do carro acompanhada por Kuranosuke. Ela quis correr para Miroke assim que o viu vindo andando com dificuldade junto a Rain vindo do estacionamento para não podia pois sentia algo gelado em suas costas.

- Olá delegado, como vai você? _ Kuranosuke disse, irônico.

- Sem gracinhas, Takeda. _ Siwon respondeu, sério _ Solte minha sobrinha ou a sua situação vai se complicar.

Ele já tinha percebido a arma que ameaçava a vida de Sango. Essa era a única razão de ainda não ter se aproximado.

- Estou pensando se devo realmente fazer isso. Estou muito apegado à Sangozinha. E além do mais, ela me deve muito. Acho que vou levá-la como bichinho de estimação. Ou pelo menos mantê-la comigo até conseguir sair daqui em segurança e livre.

- Livre? Você deve muito à justiça para sair daqui livre, desgraçado! _ Inuyasha esbravejou.

- Cale a boca, Inuyasha. _ Sesshoumaru advertiu _ Não está ajudando em nada.

Nesse momento a rua já estava cheia de gente curiosa.

- Saiam da frente! Quero passar! _ Kuranokure gritava, enlouquecido.

- Você não vai a lugar nenhum com a minha sobrinha! _ Siwon retrucava.

- Então ela morre! _ e apertou mais ainda a arma.

Um tiro se ouviu. Muitos gritaram. Inclusive Kuranosuke que segurava o braço que antes rendia Sango com a arma com força e praguejava para quem quisesse ouvir. Em seguida, era rendido por três homens fardados que o algemavam.

Após o susto inicial, Sango já havia corrido para Miroke e estavam abraçados perguntando um ao outro se estavam bem. E Siwon tinha ido até seu jovem auxiliar, o oficial Lee Donghae, autor do disparo que libertara Sango.

- Excelente trabalho oficial Lee. Sua coragem libertou a refém, salvou a vida de minha sobrinha e nos ajudou a capturar o meliante.

- Eu agradeço, senhor. Só estava fazendo o meu melhor. _ ele respondeu.

Demorou ainda vários minutos até que as coisas se acalmassem o suficiente para que os convidados pudessem voltar para dentro e pudessem tentar ter um casamento. É claro que nesse meio tempo Rin já tinha chegado, e pegou a confusão toda no meio, então pediu que o padre pulasse toda a parte cerimonial e passassem direto para os votos e troca de alianças. Na festa, o assunto não poderia ter sido e outro e sem clima, a maioria foi embora cedo. Claro ficaram tristes pelos noivos que tinham planejado tudo e gastado dinheiro para que todos se divertissem, mas eles entenderam que os últimos acontecimentos não pediam comemorações. Sesshoumaru aproveitou para provocar o irmão dizendo que guardaria a decoração para usar no casamento dele com Agome, o que fez o mais novo engolir em seco e todos rirem pela primeira vez.


- É sério, mãe. Para que todo esse mistério? _ Sango estava realmente curiosa.

Já fazia dias que Miroke, seus pais e seus amigos estavam cheios de dedos com ela. Seu aniversário estava chegando (de novo, é sério. Como esse ano tinha passado tão rápido?), e eles tinham lhe prometido lhe fazer uma bela surpresa de aniversário para que ela apagasse da memória tudo de ruim que tinha acontecido com eles todos nos últimos tempos, mas não queriam que ela participasse de nada. Queriam que fosse uma linda surpresa.

A pequena Reyna brincava sentada na cama. Sango a olhava com muito amor. Algumas semanas antes ela tinha começado a engatinhar e ansiava para quando ela começasse a dar os primeiros passinhos.

- Queria entender porque fazem tanto mistério de tudo isso. É só mais uma festa.

- Porque é importante, oras. _ sua mãe se limitou a dizer _ Não é todo dia que se _ hesitou, quase revalando algo.

- "... que se"? _ Sango estimulou.

- Faz 23 anos.

- Afe.

Nazumi riu.

- Já foi buscar seu vestido? _ ela perguntou.

- Nossa, ainda não. Tenho que correr, a loja fecha daqui a pouco. Você dá uma olhadinha na Rey para mim?

- Você sabe que sim.

- Volto já.

Após dirigir dez minutos, Sango já estava na porta a loja Tutty Vestidos, para pegar seu longuete. Agome, Ayame, Sura, Nazumi, todas tinham insistido que ela escolhesse um longo, mas ela tinha batido o pé.

- Eu não gosto de longo. Sou desajeitada e não me deixa dançar!

- Mas para a ocasião é mais apropriado! _ Agome insistiu.

- Que ocasião? É só meu aniversário!

Depois disso, deixaram-na a vontade para pegar o que quisesse, embora contrariadas. Ele tinha uma suave cor clara, próxima ao branco, coberta por detalhes prateados, o que pareceu deixar todas muito satisfeitas.

Assim que pegou o vestido, Sango correu para casa para se arrumar (e também para ver sua pequena Reyna, a quem estava profundamente apegada). Ela queria ter ajudado mais em sua festa, mas não tinha deixado de jeito nenhum.

- Então, mãe, tudo bem aqui? _ ela disse, assim que chegou.

- Sim. _ sua mãe respondeu, guardando um prato _ Ela está brincando no chiqueirinho.

Sango passou a observá-la. Estava mais bonita a cada dia. Com seus cabelos castanhos e olhos azuis, não era difícil imaginar que Reyna era fruto de seu amor com Miroke. Fazia questão de esquecer quem era seu pai biológico que já há meses estava isolado em uma solitária pagando por seus crimes, mas na mesma proporção, fazia questão de dizer à Reyna todos os dias que também tinha uma outra mamãe no céu que a amava muito e olhava por ela, e que apesar de não ser sua filha da barriga, era sua filha do coração, assim como de Miroke.


Em outro bairro, não muito distante dali, outra mãe estava com alguns problemas técnicos.

- Eu tinha certeza que isso iria acontecer! _ Ayame resmungou.

- Tem alguém que não quer entrar no vestido. _ Kouga riu.

- Pare de rir e me ajude a fechar esse zíper, seu inútil!

- Calma, não precisa apelar!

- Me desculpe, estou tão estressada. Devem ser os hormônios. _ Ayame desculpou-se _ E essa barriga monumental.

Ayame estava em seu último mês de gestação e seu bebê poderia nascer a qualquer minuto. Nas últimas horas ela vinha sentindo estranhas pontadas ocasionais, mas não tinha comentado nada com Kouga para não preocupá-lo ainda mais do que já estava. Ele tinha pedido a ela que não fosse à festa, que ficasse descansando, mas ela era teimosa. Sua barriga estava pesada, seus pés estavam inchados, ela só iria se sentir mal lá, mas quem mudava a cabeça daquela ruiva?

- Será que não seria melhor... _ ele começou novamente.

- Não. Não adianta insistir. Eu vou.

- Mas...

- Eu prometo não me esforçar muito. Você sabe que será algo especial. Que eu não posso perder. Você sabe.

- Ok. Eu sei. Mas me prometa que se você sentir qualquer coisa, nós vamos embora.

- Ok.

- Me prometa, Ayame.

- Ok, Ok. Eu prometo.

Ayame lhe sorriu docemente, dando-lhe um beijinho suave.

- Agora vamos.


- Saia da frente seu ignóbil! IMBECIL! _ o grito ecoou por toda a casa.

- É sai da frente seu ignóbil! IMBECIL! _ um segundo grito ecoou.

- O que é isso, estão loucos? _ Agome surgiu na sala, tentando entender o que estava acontecendo. Ficou fula da vida ao ver o namorado e o irmão mais novo sentados no sofá agarrados ao controle do videogame como se fosse um bote salva vidas em posições idênticas de pernas arreganhadas no ar e xingando o jogo também de formas idênticas.

- Esse imbecil não sai da frente para eu poder passar. _ Inuyasha explicou com cara de cachorro abandonado.

- E o imbecil do Inuyasha não sai da frente para eu poder passar ele mana. _ Souta explicou também com cara de cachorro abandonado.

- Deixa eu ver se eu entendi direito... _ Agome se esforçava de verdade para não morrer de rir ou não matar um em igual proporção _ ... Você está xingando um jogo que não pode te ouvir. Está ensinando meu irmão a xingar. E nem percebeu que ele está te xingando...

- EI, pirralho! Você me xingou! _ Inuyasha ralhou com Souta.

- Não tenho culpa que você é lento. _ Souta riu.

- E além do mais, falta uma hora para a festa da Sango e vocês dois estão largados no sofá jogando videogame. O que faço com vocês?

- Me dá um beijo na boca? _ Inuyasha sugeriu.

- Me compra um jogo novo? _ Souta sugeriu.

- Mato os dois de pancada? _ Agome sugeriu de volta _ Você _ apontou para Souta _ para o banho _ Você _ para o quarto. Sozinho. Se trocar. _ ela completou, ao ver o olhar de interesse que ele lhe lançou.

- Não sou criança. _ Souta resmungou.

- Estraga prazer. _ Inuyasha resmungou.

Daí a pouco.

- Que droga. _ Inuyasha resmungou, de novo.

- Vamos logo, Inuyasha.

- Ainda vou entender porque todos insistem nessas roupas bestas.

- Para ficarmos bonitos.

- Já sou lindo.

- Para ficarmos ainda mais bonitos então. _ Agome sorriu. _ Vamos indo, senão vamos nos atrasar.


Tudo estava absolutamente lindo.

Havia luzes e brilho por toda parte. As pessoas estavam lindamente vestidas. Não havia ostentação em exagero, apesar da família de Miroke ter dinheiro para isso, Sango jamais admitiria tal coisa, mas estava tudo decorado com flores e apesar de simples muito lindo. Os familiares haviam sido convidados e Sango logo avistou suas amadas primas de longe andando entre os convidados.

Reyna circulava no colo de todos e Sango já tinha visto as amigas. Tudo estava como deveria ser, só uma coisa não se encaixava. Onde estava Miroke?

Ela já tinha visto Kouga e Inuyasha quando suas amigas chegaram, mas mesmo eles tinha desaparecido. Imaginava que estivessem juntos agora, mas onde? Não os encontrava em lugar nenhum. Começava a se sentir novamente naquele primeiro dia no Japão, quando chegara na boate e não o encontrava. Mas é claro que ele estava ali, o homem não iria simplesmente desaparecer.

Foi nessa hora que as luzes se apagaram e um som de guitarra se fez ouvir. Exatamente como no dia da boate, ela sabia que teria uma banda e exatamente como na boate ela foi surpreendida aos vê-los no palco. Também foi lenta em não pensar que seriam eles. Afinal, porque contratariam alguém, se eles mesmo sabiam tocar e cantar? O que não esperava eram ver Inuyasha e Kouga de coro e Miroke cantando no solo, só para ela:

Amor, oh baby minha garota

Você é meu tudo, minha deslumbrante e linda noiva

Você é um presente de Deus

Nós seremos muito felizes, seus olhos castanhos se encherão de lágrimas

Mesmo que seu cabelo escuro venha a se tornar branco

Meu amor, você é meu amor, juro como eu te amo.

Dizer que te amo é o que desejo fazer durante todos os dias da minha vida.

Você casaria comigo? Quero te amar, te proteger e viver com você .

Quero te envolver em meus braços sempre que você adormecer.

Você casaria comigo? Tendo meu coração como prova, você aceitaria?

Para estar com você por toda a nossa vida, eu aceito. Te amar, eu aceito

Nos momentos de intenso frio e fortes chuvas, estarei lá para te proteger, eu aceito.

Me deixa ser o único para te proteger, meu amor

Você vestida com seu lindo vestido de noiva branco.

Eu com meu terno escuro, caminhamos juntos na direção das estrelas e da lua, eu juro

Sem mentiras, sem suspeitas

Minha princesa linda, fica comigo

Mesmo que nos tornemos mais velhos, nós sorriremos e continuaremos vivendo

Você casaria comigo? Você estaria disposta a viver o resto da sua vida comigo?

Não importa o quão cansados possamos estar, eu aceito. Eu sempre vou estar lá, eu aceito.

Os dias em que curtiremos juntos, eu aceito. Todos os dias meu coração permanecerá agradecido, meu amor.

Eu havia preparado isto para você há tanto tempo.

Por favor, aceite este anel brilhante em minhas mãos.

Apenas como o dia de hoje, lembre-se desta promessa que estamos firmando agora.

Você casaria comigo?

Para estar com você por toda a nossa vida, eu aceito. Te amar, eu aceito.

Nos momentos de intenso frio e fortes chuvas, estarei lá para te proteger, eu aceito.

Eu aceito.

A única coisa que posso te dar é amor.

Outra coisa além disso é insignificante.

Mesmo que existam momentos em que eu me mostre inexperiente

Protegerei o amor entre nós, eu e você

Vamos fazer uma promessa, não importa o que aconteça nós permaneceremos apaixonados

Isso é o que importa...

Você casará comigo? Eu aceito

Sango estava em choque. O salão tinha ficado em silêncio, aguardando uma resposta. O próprio Miroke tinha descido do palco e ido até ela e se ajoelhado, com uma aliança entre os dedos.

Era aquilo mesmo? Ela estava sendo pedida em casamento ali? Diante de todos? No meio da sua festa?

E ele ousou pensar que ela recusaria?

Deixando a vergonha de lado, ela o puxou para si, dando-lhe um beijo que digno de Miroke diante de todos, arranco aplausos dos convidados.

- Seu bobo! É claro que sim. Não acredito que fez isso.

- Tentei pensar em um modo bem discreto de fazer isso. _ ele sorriu, um pouquinho vermelho.

- Discreto? Imagine se quisesse chamar a atenção. _ ela o abraçou.

- Você ainda não foi informada, mas... _ ele fez uma pausa _ ... Esta é a nossa festa de casamento.

- Hein?! _ Isso sim foi um choque.

- Eu trouxe até o padre. Ainda bem que escolheu um vestido branco. _ ele finalizou, rindo.

- Miroke... Isso é loucura. _ ela começou, mas não teve o que discutir, porque o padre realmente já se aproximava deles.

Minutos depois, era a senhora Hoshi e ainda tentava entender tudo o que estava acontecendo ali. Quando o susto passou, descobriu que todos sabiam o que iriam acontecer menos ela e que tinham certeza que ela iria aceitar por isso não falaram nada. Ela se sentiu meio traída no começo mas não fez caso por que estava feliz demais para isso.

No meio da noite, as coisas fluíam com tranqüilidade. Reyna já estava dormindo em um quartinho do salão. Em determinado momento, no meio do vai e vem de acontecimentos, Sango deu por falta de Ayame e Kouga.

- Kouga teve que correr com ela para o hospital. _ sua mãe explicou _ Parece que chegou a hora.


Kouga andava de um lado para outro na sala de espera do hospital. Seu pai tinha ido com ele, porque não queria ter tirado ninguém mais da festa.

- Calma, filho. Ficar nervoso desse jeito não vai fazer a criança sair mais depressa.

- Eu sei disso. Mas não posso me controlar. Ela já está lá dentro há horas.

- Essas coisas demoram mesmo. Tem que ter paciência.

- Será que está tudo bem?

- Quem diria que você iria se tornar um homem tão preocupado e responsável, hã? _ o pai provocou.

- Sem gracinhas, pai.

- Desculpe. É meu jeito de aliviar o stress. Admito que fiquei igualzinho a você quando você nasceu.

- Sério?

- Todo pai que ama o filho fica.

Kouga sorriu.

- Obrigado por vir.

- Não te deixaria sozinho em uma hora dessas.

Nesse momento, uma enfermeira abriu a porta do centro cirurgico.

- Por favor, o acompanhante de Ayame Okami?

- Sou eu. _ Kouga anunciou.

- Por aqui.


- É tão lindo. _ Kouga disse.

- Parece com você. _ Ayame sorriu de volta.

- Obrigado. Você fez um trabalho incrível.

- Nós fizemos. _ Ayame disse _ Vamos pôr aquele nome mesmo?

- Sim. _ Kouga disse _ Se você quiser.

- Então, está bem. _ e olhou para o pequeno bebê _ Seu nome será Matt.


Já em casa, o pequeno Matt e sua mãe eram cercados de mimos. As primas de Sango ainda não tinham ido embora porque estavam de férias de faculdade e estavam aproveitavam para mimar também Reyna e sua prima recém casada, além de ajudar Ayame com os cuidados com o novo bebê. A casa de Ayame e Kouga (que agora morava com ele) estava cheia de mulheres dando pitacos no que era e não era bom para recém nascidos e recém casados e Sango dizia para Ayame ser paciente com aquilo porque passaria após alguns dias.

- Alguma notícia de Hikori? _ Agome perguntou.

- Agome, não seria bom lembrar disso. _ Sango interviu.

- Não tem problema. _ Ayame garantiu _ Nunca mais ouvimos falar dele, Agome. Não sei que fim levou, espero que tenha realmente tomado um rumo na vida e esquecido de nós. Não quero um outro Kuranosuke nos perseguindo. _ pausou _ Desculpe Sango, não queria te lembrar dele.

- Não tem problema, aquele cretino está pagando por tudo o que fez.

- E do Hakkaku? Ryoga? _ Agome continuou.

- Alguém disse, Ryoga? _ Ukkyo questionou.

- Interessada? _ Shampoo provocou.

- Não, só curiosa.

- Sei. _ Shampoo riu.

- Ao que parecem, ambos estão seguindo carreira solo. Kikyo está sumida. Acho que desistiu de vez. Lina também. _ Sango respondeu.

- Já vão tarde. _ Ayame e Agome disseram juntas.

- Será que já começou a novela? _ Akane perguntou, ligando a TV _ Ops! Tem problema, Ayame?

- Nenhum. Também quero saber como vai continuar o capítulo de ontem.

- Essas viciadas. _ Shampoo riu.

- Não, ainda está passando o jornal. _ Akane disse.

- Pode deixar, começa já. _ Sango respondeu.

Nesse momento, Matt começou a resmungar.

- Acho que alguém está com fome. _ Ayame disse, posicionando-o em seu peito.

- Também acho. _ Sango concordou, rindo.

- OLHA! _ Shampoo deu um gritinho, fazendo todas pularem _ É o destino!

- Que foi? Está louca? _ Akane ralhou.

- Ukyo! Seu namorado não morre tão cedo!

Ela apontava para a TV onde estava Ryoga que anunciava seu próximo disco.

Ukyo ficou vermelha dos pés à cabeça.

- Ele não é meu namorado.

Todas riram.

FIM