Olá! (: Aqui estou eu com mais uma história de Card Captor Sakura. Espero que gostem e que fiquem ansiosos pelo próximo capitulo!

Boa leitura!

P.S.- Para quem lê a minha fanfic chamada 'Corrosel' de Card Captor Sakura, tenho a infeliz noticia de dizer que está em hiatus. Eu comecei a escrever essa fanfic a muito tempo e entretanto parei e agora voltei a escrever. Talvez eu continue, não sei!

Aggie**


Sinopse: Sakura nunca diria que a reunião de 5 anos da sua turma do secundário iria mudar o seu futuro. O aparecimento repentino de Syaoran Li, um rapaz que só estivera 4 meses na sua turma, na reunião mudaria tudo por completo. Ela nunca diria que a partir dali, iria sentir coisas que não sentia a muito tempo.


Vanity

By Aggie18


Capítulo 1

A razão de eu estar aqui ainda está para ser explicada. Como é que eu aceitei vir á reunião de reencontro da turma do secundário? Melhor! Como é que a Tomoyo me convenceu a vir? Talvez ela me drogou e me trouxe e eu acordei aqui… hm, é possível. A Tomoyo pode ser a minha melhor amiga e a pessoa em quem mais eu confio, mas acredito que ela era capaz de fazer qualquer coisa para ter o que quer. Isso lembra-me, ela não me obrigou a us… Oh esqueçam, ela vestiu-me um vestido vermelho que ela própria criou. O vestido era justo, sensual, dum vermelho vivo que ia um palmo acima do joelho e com um decote favorável. Não mostrava mais do que deveria nem menos do que é suposto mostrar. Ui! Nem tinha reparado nos saltos altos de 10cm pretos que estava a usar! Era ideal para aquela reunião. Ela teria de agradecer mais tarde a Tomoyo.

A verdade é que eu, Sakura Kinomoto, não queria vir a esta reunião por razões muito aceitáveis, e quase que aposto que quando vocês ouvirem essas mesmas razões, vão concordar comigo. Durante os 3 anos do secundário, eu fui marginalizada, usada, feita passar de parva e muito mais, o que preferia nem se quer relembrar! O coelho não entra no covil do lobo, pois sabe que vai ser comido vivo pelo próprio. Comigo é o mesmo. Para quê entrar no covil, caminhar para a morte, quando saberia que ia ser comida viva pelos meus ex-colegas? Mas como é obvio, a Tomoyo queria vir com o seu namorado, Eriol Hirigizawa, e isso queria dizer que eu tinha de vir atrás.

O que neste momento me acalma são dois factores: primeiro, o vestido da Tomoyo e os sapatos altos! Mostrar a imagem que eu tinha antes e a imagem que tenho agora era como mostrar um antes e um depois, e o resultado tinha sido excelente! O segundo factor era poder ver as desgraças dos outros, poder aumentar a minha auto-estima e dizer a mim própria: estás melhor que aquela, o teu trabalho é melhor que aquele, recebo mais do que aquele outro. Era muito satisfatório, sem dúvida. Afinal de contas, Sakura Kinomoto, nos seus 23 anos, trabalhava numa das melhores empresas do Japão e ela era responsável pelo marketing dos produtos da mesma.

Mas o que eu nunca esperava era ver Syaoran Li nesta mesma reunião. Syaoran Li só tivera na sua turma durante 4 meses no primeiro ano do secundário, e que eu saiba, eram poucos os que tinham mantido contacto com ele. Como era possível ele ter tido conhecimento daquela reunião? Mas tinha de admitir, a vista era boa. Se ele já era bom para a vista á 5 anos atrás, agora estava muito melhor. Sakura observava-o da sua mesa, enquanto bebia um copo de vinho tinto. Ele estava rodeado de predadoras, com as suas armas: os seus decotes e as suas saias curtas. Sakura ia dar mais um gole do seu vinho, mas reparou que o seu copo estava vazio. Quando tentou encher o seu copo, reparou que a garrafa também já estava vazia. Deu um longo suspiro. Teria de ir á mesa onde Syaoran Li estava juntamente com aquelas mulheres todas a quererem saltar-lhe para dentro das calças e servir-se de vinho. Enquanto olhava fixamente para a sua garrafa na outra mesa, ganhava coragem para se levantar e ir áquela mesma mesa. Quem lhe dera que, por magia, a garrafa se erguesse no ar e voasse até ela e depois, sem nem mexer um dedo, o copo se enchesse de vinho e ela continuava a beber, na sua sossegada mesa. Mas como bem sabia, isso não iria acontecer. Suspirou mais uma vez e levantou-se. Caminhou lentamente até á mesa com o seu copo vazio na mão. Quando lá chegou, agarrou na garrafa e encheu o seu copo com o liquido vermelho escuro, ignorando tanto o rapaz como as mulheres que estavam a rodea-lo. Deu meia volta e caminhava para a sua mesa.

-Sakura! Espera! - disse uma voz atrás de si que ela não reconheceu.

Sakura virou-se e deu de caras com um Syaoran com um ar de quem diz: Por favor, salva-me. A sua sobrancelha levantou-se enquanto ela olhava para o rapaz 10 cm mais alto que ela. Os olhos âmbares dele olhavam para ela com súplica. Sakura deixou escapar um suspiro.

-Olá Li. Tudo bem? - Perguntou Sakura um pouco fria. Não era por não gostar dele nem nada disso. Ela apenas queria evitar os olhares assassinos das mulheres atrás dele para ela.

Syaoran agarrou na mão livre de Sakura e começou a guia-la para um sitio sossegado naquela sala. Ela deixou-se levar por ele, intrigada.

- Eu estou óptimo, e tu? - disse Syaoran com um sorriso galante nos olhos. - Estava a querer ir falar contigo a algum tempo já. É um desperdício ver uma mulher tão bonita sozinha a beber vinho. Não poderia deixa-la sozinha. - Syaoran encostou os lábios á orelha dela e sussurrou. - Obrigada. Salvaste-me.

Sakura arrepiou-se toda. Os pelos do seu braço levantaram-se todos e os da nuca também. Engoliu um golo de vinho, pensando no que ela se metera.

- Eu estou bem, obrigada! Um pouco aborrecida, mas bem. - Sakura sorriu para ele.

Certamente que as mulheres atrás deles os dois estavam cheias de inveja. Sakura sentia os raios que elas mandavam e ela sabia muito bem que se elas pudessem mata-la naquele instante e levar Syaoran com elas, elas o fariam. Mas estamos numa sociedade civilizada, claro que isso não aconteceria. Aquela festa estava a começar a revelar-se melhor do que ela esperava, o que era bom. Afinal de contas, do que valeria a pena ir a uma reunião se não acontecessem coisas entusiasmastes que deixavam os colegas a olhar para ela com raiva e inveja? Ela estava contente com o resultado.

- Que tal resolvermos isso? - perguntou Syaoran, enquanto lhe piscava o olho. - De certeza que deve haver algum lugar lá fora que nos mantenha mais entretidos do que esta reunião cheia de pessoas indesejadas.

Sakura olhava para ele com curiosidade. Estaria ele a observa-la assim á tanto tempo de tal maneira que ela lhe dera a entender que as pessoas lá presentes eram indesejadas por ela? Sakura mostrou um belo sorriso, enquanto olhava para ele.

- Porque não? A companhia parece-me boa, o que poderá correr mal, não é? - Os dois trocavam olhares quentes, já com um pouco de desejo. Não era mentira nenhuma que Syaoran tinha adorado o vestido vermelho de Sakura, aliás, até ele ouvir uma das mulheres ao pé de si a falar dela com desdém, na sua cabeça, ela era a mulher do vestido vermelho que o deixava com vontade de agarrar nela e fugir dali para um hotel e fazerem amor até amanhecer. Ele não sabia o que havia nela que o deixava assim. Talvez fossem os olhos esmeralda que o enfeitiçavam ou talvez as belas curvas que ela tinha. Ele não sabia o que era, mas de certeza que o chamavam como se ele fosse um gato e á sua frente estivesse um prato cheio de peixe fresco para ele comer.

- Então, vamos? - Syaoran perguntou. A sua voz rouca estava a deixar Sakura um pouco tonta. Era uma voz sensual. Ele tinha esta voz quando ele estava na sua turma? Ela não se lembrava, mas também o que importava? Ela estaria a mentir se dizesse que não queria ir embora daquele lugar com ele.

-Sim, eu só vou pousar o copo e buscar a minha mala. - Sorriu, e Syaoran sorriu de volta. - Encontramo-nos na porta?

Syaoran agarrou na mão dela e beijou os seus dedos.

- Espero por ti lá. - e começou a caminhar na direcção da saída.

Sakura apressou-se a ir para a mesa onde estivera antes. Pousou o copo e agarrou na sua bolsa, abrindo-a e tirando o seu telemóvel e escrevendo uma mensagem para Tomoyo. Quando acabou de escrever a mensagem, arrumou o seu telemóvel e fechou a bolsa preta que ela tinha consigo. Agarrou na alça da mala e pôs ao ombro, enquanto caminhava para a saída. As mulheres continuavam chateadas e irritadas, mas ela saia daquele sitio com um sorriso vitorioso na sua cara. Aquela noite ainda seria melhor do que ela primeiro pensara.


hm hm hm... o que será que vai acontecer agora? (: Digam o que acham nas reviews!

Até á próxima!

*~Aggie~*