Minha ave rara

Namorar com ele é como ter em mãos uma jóia especial, uma ave rara, que com seu canto e sua beleza transforma a vida ao seu redor em algo melhor e mais belo.

Ele é especial, belo, doce e diferente de todos os que eu conheci. Sua ingenuidade e seu sorriso de menino me encantaram e me vi pouco a pouco sem saber como viver longe de sua presença.

Quando Pavarotti morreu e ele extravasou a sua dor em forma de música, foi que me dei conta de que queria estar com ele, o tempo todo, em todo lugar.

Eu queria ter a alegria de dividir tudo com Kurt, seus primeiros beijos, suas descobertas, suas alegrias e até suas tristezas.

Mas havia algo que eu percebi que não podia compartilhar com ele: A saudade brutal que ele sentia da antiga turma.

Quando fomos juntos ao McKinley, percebi o quanto ele lamentava estar longe de seus amigos, de seu irmão e até mesmo do clube glee. Mesmo ele sendo uma estrela em ascensão nos Warbles, percebi claramente que seu coração batia mais forte pelo colégio de onde ele fugiu apenas para evitar obullying.

Agora, com a promessa de Karofsky de deixá-lo em paz, a alegria voltou ao rosto do meu pequeno príncipe, e eu o vejo se afastar com os amigos que festejam seu retorno.

Fizemos uma canção de despedida para nosso rouxinol que nos deixava, mas apesar de sorrir e cantar, no fundo eu me sinto esmagado pela dor de deixá-lo partir.

Sim, mesmo bancando o forte eu temo que nessa escola eles possam feri-lo, ou pior, possam descobrir a jóia que ele é e roubá-lo de mim. Mas o sábio Sting já dizia: Se você ama alguém deixe-o livre!

Assim, mesmo sofrendo eu sorri, cantei, virei as costas e deixei minha ave rara voar. De volta pro ninho.