I'm coming for you

Chapter 1: Return

- Could have had it all

Rolling in the deep

You had my heart inside of your hand –

A guerra em Hogwarts havia acabado. O mundo se via livre de Tom Riddle de uma vez por todas. Todos estavam em suas casas na escola. Harry, Rony e Hermione estavam agora adultos e com muitas cicatrizes da guerra. Ginny já havia terminado os estudos, e estava a procura de um trabalho. Eram férias de verão na Toca, e havia muitas pessoas lá. Harry andava deprimido por um longo tempo e Ginny tinha percebido isso. Mal comia, mal dormia, mal falava. Esse não era o Harry que ela namorara quando estava no quinto ano.

Harry, no entanto, tinha sua mente longe o tempo todo, pensando em como teria sido se ele tivesse vivido com os pais, crescido com James e Lily Potter. Esse pensamento o consumia todos os dias de sua vida, desde que terminara a guerra. Lembrava-se bem dos vira-tempos que eles destruíram no Ministério da Magia em seu quinto ano. Mas se conseguisse ter um... Daria tudo para ter um em mãos nesse momento.

- Harry. – chamou Ginny, chegando perto enquanto ele descansava após o almoço debaixo de uma arvore. Harry apenas olhou-a. – Hey, o que anda acontecendo com você? Você está agindo diferente, não come, não fala, não dorme direito, todos estamos preocupados com você!

Harry suspirou. Será que Ginny iria entender o que estava pensando em fazer? Em nenhum momento da sua vida ele quis ser egoísta, mas o sentimento crescia cada vez mais a cada dia que passava. Ele queria ter convivido com os pais, ele queria ter aprendido a voar com seu pai, a ser irônico com sua mãe, queria ter sido abraçado após um pesadelo, ou quando estivesse indo para Hogwarts pela primeira vez. Quando se deu conta, estava contando todos esses sentimentos para sua namorada.

- Oh, Harry! Eu não sabia que você se sentia dessa maneira. – exclamou ela. – Tenho certeza que você vai superar, você tem a mim, seus melhores amigos, uma família aqui na Toca. Nós te amamos também.

Harry respirou fundo, imaginando que seria muito rude e machucaria se ele dissesse que ainda não era o suficiente. Foi quando ele soltou a frase.

- Eu quero voltar no tempo.

Hermione ficara pasma. Rony deixou cair um pedaço de torta da boca. Harry encolheu os ombros e Ginny permanecia calada em seu lado, enquanto os quatro se reunia em um piquenique em volta do lado, exatamente para Harry dizer o que estava sentindo à vários dias.

- Harry... – a primeira a falar foi Hermione. – Isso é loucura. Você sabe que nós destruímos, sem querer, é verdade, mas nós destruímos todos os vira-tempos aquele dia no Ministério. E ninguém te autorizaria a voltar no passado para concertar as coisas. Kingsley nunca deixaria você se arriscar. Eu concordo que é a primeira vez que você é egoísta, mas todos queríamos que você fosse egoísta em relação à alguma coisa menor. Isso é demais. – ela respirou fundo, e olhou para Rony, que ainda estava estarrecido. – Ron?

O rapaz olhou para os próprios pés. Harry sabia que quando Rony fazia isso era porque ele ia desagradar alguém. E ele tinha quase certeza que ia discordar de Harry para deixar Hermione feliz. Foi quando Harry se surpreendeu.

- Olha, Mione, eu sei que você tem um bom ponto... – ela sorriu para ele. – Mas, - ele pausou, e ela olhou atentamente para ele, já desconfiada. – se Harry quer concertar as coisas do jeito dele, e saber o que é crescer com pais, eu o apoio. Você não sabe o que é crescer com os tios que só te maltratam, nunca receber carinho ate ter 11 anos e a mãe de um colega seu lhe dar o mínimo de atenção e se sentir querido. Eu não sei o que é crescer sem meus pais, e sinceramente, eu não quero nem saber.

Hermione ficou em silencio, analisando as palavras do namorado. Naquele momento, Harry sentiu um comichão no peito, sentiu-o inflar pela amizade do Rony. Jamais imaginaria que ele iria apoiá-lo dessa maneira.

- Nós iremos com você. – foi o veredicto final de Hermione. Rony e Ginny concordaram na hora, alistando-se também.

- Não! – respondeu Harry rapidamente. – De jeito nenhum. A vida toda vocês se arriscaram para salvar a minha vida e eu não vou permitir dessa vez. Eu vou sozinho. – ele sentenciou com tanta convicção que deixou o ruivo e a morena sem palavras. Mas a ruiva não estava contente.

- Não, quem não vai fazer nada sozinho aqui é você! – rebateu ela. – Eles todos já saíram por aí com você, caçando horcruxes e o raio que o parta, Potter. Eu vou com você dessa vez, você queira ou não! – e bateu o pé em retirada, deixando Harry de boca aberta para trás e dois namorados risonhos.

- E você, Ronald! – Harry virou-se para Rony. – Não vai brigar com a sua irmã por ela querer ir comigo numa missão perigosa como essa?

Rony encolheu os ombros.

- Ela já passou por tanta coisa, e é uma adulta. Eu não tenho mais direito algum de proibi-la de algo. – Harry deixou o queixo cair. Até Hermione estava surpresa com a atitude dele. – É claro que eu não gosto, ela é minha irmãzinha e eu não quero vê-la machucada e nem mesmo se colocando em perigo dessa maneira. Mas não há nada que eu possa fazer para ela desistir. Ginny é impetuosa, você bem sabe, Harry.

Mas Harry não iria deixar que ela fosse assim com ele com tanta facilidade. Ele não ia deixar brechas. Ia sair a noite, ia para o Ministério – ele agora tinha entrada livre e não precisava avisar quando ia – e iria surrupiar um vira-tempo e se mandar dali sem ninguém perceber. E ia mudar sua vida.

Ao descer as escadas durante a madrugada, colocou um feitiço nas escadas para elas não fazerem barulho. Ao chegar na cozinha, pegou uma fruta, deu uma ultima olhada para a sala e o que nela havia, e abriu a porta.

- Indo para algum lugar, Potter. – com um pulo, Harry virou tao rápido que esbarrou em algo e quase foi para o chão. Ali na parte mais escura da cozinha, estava uma ruiva, olhando para ele com uma sobrancelha erguida e um sorriso irônico.

- Ginny, eu... – balbuciou Harry, encolhendo os ombros.

- Não, Harry. – ela cortou. – tudo o que você fez durante sua miserável vida foi me por de lado nas coisas mais importantes que você já fez na vida, e hoje não vai ser igual, porque eu não vou deixar. Eu disse: Eu vou com você, você queira ou não. Se você for sem mim agora, meia hora depois eu apareço atrás de você no passado. Não me deixe aqui de novo, esperando por noticias, com o coração apertado, os olhos inchados de tanto chorar. – ela terminou, já com os olhos cheios de lagrimas. – Você não sabe o que é sentar e esperar por alguém que está se arriscando lá fora, alguém que você ama, sem saber se está vivo ou morto, se voltará para você ou não. Se está com fome, sede, frio. Você não sabe o quanto dói...

Harry aproximou-se dela e lhe abraçou confortante.

- Eu estou aqui, agora. Eu vou fazer o que eu já devia ter feito. – Harry suspirou. – Eu te amo, Ginny, mas eu quero ter uma vida diferente. Eu quero saber como é ser amado pelos pais. Eu vou fazer isso por mim. Ninguém mais nesse mundo tem mais pena de mim do que eu mesmo. Eu quero ver meus pais, saber o que é estar com eles, quero ver como eles se comportavam na escola. Talvez até contar algumas coisas do futuro para eles, e quando eles estiverem preparados, contar à eles quem eu sou, e acertar as coisas com Snape, afastar o Pettigrew deles e ajudar Remus e Sirius.

- Mais uma vez, Harry, você quer salvar aqueles que você ama. – sorriu Ginny, meio chorosa. – E é por isso que eu amo você, e eu vou com você, te ajudar. A entrar na Câmara Secreta, a caçar as Horcruxes e tornar a sua vida melhor. Eu quero fazer você ter uma vida melhor.

Harry sorriu.

- Eu quero você perto de mim. – ele disse, beijando-a em seguida.

Ginny se soltou dele e deu-lhe um tapa no ombro.

- Mas não quero ver você me esnobar ou fica com a Cho Chang na sua nova vida, quando voltarmos para o futuro e as coisas melhorarem para você, Potter.

Harry esfregou o braço onde ela havia batido com um bico, e depois sorriu.

- Eu sempre vou te amar, ruivinha. – e deu uma piscadela.

Ginny riu.

- Já está com as manias de James Potter sem nem mesmo ter convivido com ele.

Entrar furtivamente no Ministério não foi a coisa mais difícil que já fizeram. Durante o amanhecer, procuraram por vira-tempos em todo o lugar, e o único lugar onde ficou faltando, era o lugar em que Harry tinha menos vontade de entrar: O nono nível, o Departamento de Mistérios, onde ficava a Sala do Véu e o Hall das Profecias.

Se os dois pudessem ter achado um vira-tempo antes de precisar entrar naquele lugar novamente, Harry teria agradecido mil vezes à Merlin. Mas as coisas para ele nunca eram fáceis, e antes de entrar, Harry fechou os olhos e respirou profundamente. Sentiu Ginny segurar em sua mão, e lentamente, abriram a porta.

Estava tudo do mesmo jeito que ele se lembrava, três anos atrás. A Sala Circular estava lá, com as portas para entrar nas sessões do estudo de mistérios. Com uma sacudida na varinha, Harry fez os nomes aparecerem nas portas. Havia descoberto isso em um livro da qual lera uns três meses atrás. Nas portas haviam os seguintes nomes: Sala dos Cérebros, Sala da Morte (sala do Véu), Sala do Tempo, Escritório e Hall das Profecias. A curiosidade dos dois em entrar na Sala das Profecias apenas para ver se ainda estava tudo destruído foi mais alta. Ao abrirem a porta, sentiram o ar gelado de dentro da sala. Muitas profecias estavam encarrilhadas nas prateleiras, cada uma com nome diferente, mas todas redondas com uma fumaça azul dentro. Assim como ele lembrava que era. Muitas profecias jaziam no chão, quebradas, mas já sem os espectros dela, apenas os vidros quebrados no chão. Andando um pouco pela sala, algo lhe chamou a atenção. No chão, havia uma profecia quebrada com o nome Severus Snape. Ginny olhou para o vidro e depois para Harry. Ele estava com um olhar curioso, mas já não havia mais o que fazer. Mais a frente, eles viram Remus Lupin, James Potter, Lily Evans, Albus Dumbledore, Marlene McKinnon, Peter Pettigrew... Foi quando dois nomes chamaram atenção, nas prateleiras, duas bolinhas intactas. Harry Potter e Ginny Weasley.

N/A: Olá, leitor (a). Esta é uma fanfic minha que eu escrevi há 5 anos atrás, e que hoje em dia eu penso que ela poderia ter sido muito melhor. Esse capítulo é o pilot da fic, para vocês terem noção mais ou menos a respeito do que é essa fic. Antigamente, ela começava de outra maneira e tinha até mesmo outro nome. Eu a estou reescrevendo, de uma maneira que fique melhor e mais 'entendível'. A antiga é escrita de forma corrida, como se eu quisesse terminar a fic em uma semana, o que não foi verdade. Neste momento eu estou cursando Letras na Universidade aqui da minha cidade, e eu estou vendo o quando eu escrevia pessimamente hahahah, okay, eu espero que você tenha gostado desse capítulo, pois aí vem mais! Xoxo,

A autora.