Chapter 3: The Returns Part II

Dumbledore estava em sua escrivaninha. Ele não se espantou com a aparição repentina dos dois. "Olá" Foi tudo o que ele disse. Era notável que Harry estava um pouco mais velho, sem os uniformes escolares para ser um aluno normal. Antes que algo acontecesse, Ginny entregou a carta de Minerva à Dumbledore. Na carta, estava explicando o que acontecera durante a guerra, como os pais de Harry morreram, como Harry havia crescido com os tios, como ele chegou à Hogwarts pela primeira vez – e sim, seu estado raquítico também, Minerva não se deixou esquecer – e como Voldemort havia retornado, e tudo o que aconteceu até o fim da guerra. E que Harry estava ali para concertar as coisas, mesmo que talvez não fosse a melhor ideia do mundo, ele ia tentar à sua maneira, pois não houve alguém que conseguiria convencê-lo a não fazer. Assim que terminou a carta, com instruções da professora McGonagall, chamou-a para compartilhar a carta. Harry e Ginny esperavam pacientemente pela reação da professora. Ela apertou os lábios, comprimindo em uma estreita linha severa. Com uma sacudida na varinha, ela fez apareceu algo oculto na carta, algo que só ela saberia que ela teria feito, confirmando toda a verdade. Ginny estava curiosa em saber o que estaria escrito no pergaminho que a fez confirmar a veracidade de todas as palavras escritas na carta, mas resolveu esquecer por hora. "Albus" ela resfolegou. "Isso é insano! É totalmente verdade, porém é impossível que tudo isso tenha acontecido com ele. E ele estar aqui neste momento! Eu não fazia ideia de que os vira-tempos podiam voltar anos e anos atrás. Potter...?" ela virou-se para Harry com incerteza. Ele olhou atentamente para ela. "Você tem certeza do que você está pensando em fazer? Você tem noção do quanto é arriscado você mexer com o passado? E as consequências dos seus atos?" Harry assentiu. Ele tinha certeza e estava ficando cansado de ficar repetindo que ele queria uma nova chance, uma vida feliz. Ele poderia ter se conformado em viver para frente, ter uma vida e uma família nova, mas não, ele queria ter vivido com os pais e a única forma de conseguir isso era ter que voltar no tempo e concertar as coisas antes que seja tarde demais. "James não tem ideia de que ele vai casar com Lily. Ele sempre perseguiu a garota, que por alguma razão, o detesta. Você não sabe as consequências se contar que é filho deles. James pode voltar a ser insuportavelmente arrogante e Lily vai se recusar a olhar no rosto dele. É perigoso, pois você pode fazer Lily querer ir contra o destino, porque aluna mais teimosa que ela você jamais irá encontrar."

Albus pigarreou.

"Srta. Weasley, sua futura mãe, Molly, ainda está no sexto ano. Seu futuro pai, Arthur, já saiu da escola, e seus tios gêmeos, os Prewett, ainda estão no sétimo ano. Seus pais, Harry, estão no sétimo ano também. Vocês tem de ser cuidadosos com o que falam do futuro. Eu não vou contar sobre suas famílias, mas vou chamar James, Sirius e Remus para receber a notícia. Convencê-los em nos ajudar a mentir para a escola, inclusive para Lily. Ginevra pode-se passar como uma aluna nova, porém terá de entrar uma semana após a entrada de Harry em nossa instituição, estou sendo claro?" Com os dois assentindo, Dumbledore levantou-se de sua cadeira, e com um gesto, liberou McGonagall para retornar à aula. "Trouxeram dinheiro?"

"Sim, senhor." Respondeu Harry. "Mais do que eu poderia trazer."

"Ótimo. Peguem esse dinheiro e vão para o Beco Diagonal comprar seus uniformes e livros. Aqui está a lista. Quando voltarem, teremos feitiços para realizar para os tornar mais novos, em aspecto, e enquanto isso, mandarei chamar o seu pai, padrinho e professor de DCAT. Boas compras, Harry."

PpPpPpPpPpPpPpPpPpPpP

Quando estavam devidamente uniformizados e com as mochilas nas costas, feitiços de um quase rejuvenescimento e prontos para ingressar em Hogwarts, ouviram uma algazarra na porta do escritório de Dumbledore e a reprimenda da professora de Transfiguração. Assim que a porta de abriu, primeiramente entrou um James Potter emburrado, um Sirius Black cutucando o nariz – o que fez Ginny fungar em divertimento – e um Remus Lupin encolhendo os ombros, não muito certo se levaria bronca por algo que não tinha feito. McGonagall estava com as narinas infladas e respirava rapidamente.

"Mais uma vez, encontro Potter e Black se divertindo nos corredores, como dois babuínos rindo de algum Sonserino com frufru de bailarina – e eu nem faço ideia de como eles sabem o que é uma bailarina – fazendo o aluno dançar com uma plateia em volta."

"Querida professora Minie" começou Sirius com uma voz melosa. "Ele estava pedindo! Provocou a Evans durante a aula – Merlin sabe que só nós podemos atazaná-la – e após a aula, saiu nos corredores provocando o resto dos nascidos-trouxa. Não fui nada além de justo." E cruzou os braços, jogando os cabelos para tirá-los do rosto. Nenhum deles ainda tinha percebido outra presença na sala. Dumbledore apenas sorriu fracamente. "Ora, Minerva, todos sabemos que se você pudesse fazer isso, você o fazia. Eles mesmos sabem disso." Por um momento, ela perdeu a postura de severa e deu um sorrisinho. No entanto, logo recuperou. "Eu não posso ser injusta com os outros alunos e não dar uma punição à esses dois só porque eles são meus favoritos." Ela retrucou, desgostosa. "Sugiro três dias de limpeza de troféus?"

James e Sirius se entreolharam com expressões idênticas. Sirius sussurrou um "fácil" para Remus, que negou com a cabeça, como se estivesse dizendo que eles não tinham jeito. Foi quando Dumbledore pigarreou o tornou a falar.

"Primeiramente, devo explicações do motivo pelo qual os chamei aqui. Vocês sabem da guerra que está acontecendo lá fora, certo?" os meninos assentiram. "O bruxo por trás desses acontecimentos já foi um aluno como vocês aqui da nossa escola, andou pelos mesmos corredores que vocês andam hoje em dia e aprendeu os mesmos feitiços que vocês. No entanto, ele decidiu que não era o suficiente. Matou trouxas, matou mestiços, nascidos-trouxa e incontáveis criaturas mágicas pelo simples fato de ser egoísta, de sede por poder, querer ser temido." Dumbledore fez uma pausa, enquanto via os três rapazes digerirem o que estavam ouvindo. E depois continuou. "O ato mais hediondo que ele cometeu, foi querer ser imortal. E com muitos feitiços e magia negra você pode alcançar certo nível de imortalidade." Espantados, os meninos resfolegaram. "Só que até mesmo a imortalidade não é forte o suficiente para ir contra o amor. O amor é a arma mais poderosa que alguém tem, e através de uma profecia, ele soube que alguém estava destinado a derrota-lo, e foi atrás desse alguém mesmo quando ele era apenas um bebezinho." As exclamações indignadas dos marotos fizeram com que o peito de Harry inchasse. Um sorriso saltou em seus lábios, sem nem mesmo perceber. "Quando o pai desse garoto jazia morto, Voldemort foi atrás da mãe, que estava protegendo o garotinho. Ele tinha apenas um ano de vida e já estava passando maus bocados, até mais do que nós, adultos. Mas a mãe não permitiu que Voldemort matasse o bebe, e se colocou na frente do feitiço, que a atingiu. Ele não poupou a vida de ninguém, e quando apontou a varinha para o menino e lançou sua maldição, a coisa mais incrível aconteceu!" a voz de Dumbledore estava extasiada. Ele agora entendia muita coisa da qual não fazia sentido antes. Os três rapazes inclinaram-se para frente, esperando o desfecho da história, que parecia uma daquelas contadas no livro "Os Contos de Beedle, o bardo."

"Dumbledore." Chamou Minerva, fazendo-o voltar de seus devaneios.

"O menino sobreviveu à maldição. A mãe havia sido o escudo protetor, e Voldemort caiu meio morto e desapareceu." Os marotos sorriram e comemoravam. "Mas" continuou Dumbledore, fazendo-os ficarem quietos novamente. "Ele não podia ser morto." "Como assim?" perguntou Sirius indignado interrompendo o diretor, recebendo um 'shiu' de Remus e James que o fez ficar ainda mais irritado. "Ele não podia ser morto, porque ele havia feito magia negra que o impedia de estar totalmente morto. Mas ele estava sem forma e sem corpo. A única maneira de sobreviver, era pedindo para antigos servos que emprestassem seus corpos. De alguma maneira, mais tarde, ele retornou. Mais forte e mais poderoso, matando ainda mais inocentes e deixando um rastro de terror pelo mundo trouxa e bruxo. Tomou o Ministério, Azkaban e a corrupção era absurda. Então, o garoto destinado a derrota-lo cresceu, aprendeu como derrota-lo, destruiu toda a magia negra que ele tinha feito para ser imortal e assim, destruiu o maior bruxo maligno de todos os tempos." Com exclamações animadas, os meninos comemoraram a vitória. "Mas isso foi no futuro." Novamente, os meninos voltaram a prestar atenção. "E hoje, recebi uma noticia de que isso pode ser evitado agora, neste momento em que estamos vivendo. Evitar mortes inocentes, evitar sofrimento e dor para muitas famílias."

"É por isso que nos chamou aqui?" perguntou James. "O que temos a ver com isso?" perguntou Sirius. "O que vamos precisar fazer para ajudar?" perguntou Remus, todos ao mesmo tempo.

"Um momento, rapazes." Pediu Dumbledore, sorrindo. "Esse rapaz está aqui conosco, na escola, e peço encarecidamente que me escutem com muito mais atenção agora." Até mesmo Minerva estava curiosa para saber qual seria a atitude de Dumbledore a respeito de James Potter, principalmente este, pois Harry era seu filho. "Harry Potter" todos os outros rapazes espantaram com o nome "é um parente seu do futuro, James." O queixo do Maroto foi parar no chão, juntamente com o de Remus e Sirius.

"Se eu tenho um parente e sou filho único, quer dizer que eu vou me casar!" exclamou ele, feliz. "É, veado, só precisa saber com quem!" rebateu Sirius, rindo da cara do amigo. James revirou os olhos e abriu a boca para retrucar, mas Dumbledore o cortou.

"Agora não, os dois. Foi Harry quem cresceu sem os pais, aprendendo a derrotar Voldemort praticamente todos os dias da sua vida. Se um dia ele se sentir confortável em contar tudo o que ele passou, ele o fará. Não gostaria de saber que o estão pressionando, que fique bem claro, e espero, de vocês três, que nos ajude a encobrir esse acontecimento. Logo estarei comunicando seus pais, James, para que nos dê o suporte que precisamos. Quero que falem que ele é seu primo e que veio transferido de uma escola de Magia e Bruxaria da Austrália. E quero que o trate como se fosse seu primo, caso contrário, criará suspeitas, e não precisamos de noticias escaldantes nessa escola." Concordando, os três começaram a ficar inquietos.

"E onde está meu novo priminho?" perguntou James, debochadamente. Quando percebeu o olhar de reprimenda de Dumbledore, corou. Sirius ficou espantado.

Era a primeira vez que James Potter corava.

"Está atrás de vocês, assim como esteve todo o tempo. Dê as boas vindas à Harry Potter." Harry se levantou e saiu da penumbra. Nunca vira seu pai, Sirius e Remus tão pálidos em toda a sua vida, nem mesmo em seus espectros mortos.

"E essa é minha namorada, Ginny Weasley, que veio comigo" anunciou Harry, com um sorriso arrogante e olhou diretamente para seu pai, que ficou com vergonha por ter debochado minutos antes. "Seu nome será Ginny White, para que ninguém perceba que ela vem da família Weasley, vocês sabem, causaria muitos problemas."

"Não seria Ginny Redhead, melhor?" brincou Sirius, mas apenas os marotos riram. Harry olhou bem para o maroto de olhos azuis. "Eu esperava que você fosse mais engraçado, Sirius, pelo que me contaram." E sorriu de canto para Sirius, que não gostou da frase, porém congelou o sorriso no rosto.

"Ginny irá entrar em nossa escola oficialmente apenas semana que vem." Anunciou Dumbledore, cortando uma possível briga de alfinetadas em seu escritório. "Para que o choque de entrar alunos novos, dois de uma vez só, não sejam motivos para desconfiança." Os marotos concordaram, juntamente Harry, que já sabia do plano. "Você tem alguma exigência, Harry?" perguntou Dumbledore, já sabendo que Harry tinha, sim, uma.

Harry olhou bem para os três rapazes à sua frente, sabendo que cobrar lealdade deles sem eles ao menos o conhecer, seria difícil. E contar coisas sobre o futuro, era arriscado. Mas isso ele não podia deixar passar.

"Eu não quero estragar a amizade que vocês conservam, não vim aqui para isso, não vim de tão longe para por ordens e ditar comandos." Ele disse, e Sirius concordou levemente com a cabeça, e James estreitou os olhos. Ele era conhecido como aquele mais leal e que cobrava lealdade dos amigos. "Peço que não contem nada disso à Peter, peço que prometam para mim."

"Não prometemos!" responderam os três, uníssono.

"Acalmem-se." Pediu Dumbledore. "Há uma razão para ele pedir isso à vocês, e espero que o ouçam." Harry suspirou fundo, fechando os olhos por um momento.

"Peter é um traidor." O anúncio fez com que os marotos se revoltassem a ponto de puxar a varinha para ele. Harry, no entanto, continuou olhando-os sem expressões. E continuou a falar. "Por causa da fraqueza de Pettigrew, James foi morto, Sirius ficou preso em Azkaban durante doze anos e Remus ficou sozinho nas noites de Lua Cheia." A boca dos três formavam um conjunto de três "O's" perfeitamente redondos. "Co-como você sabe do meu... problema?" perguntou Remus, ao se recuperar.

"Eu sei que você é um lobisomem, Remus, sei que Sirius é um cachorro na forma animaga e James é um cervo, Pettigrew é um rato, e sei que vocês andam na lua cheia juntos, desde o quinto ano." Continuou Harry, esquecendo-se que Minerva e Dumbledore estavam na sala ainda. "Cala a boca" sussurrou Sirius, olhando de esguelha na reação dos dois professores ali. Dumbledore expressava uma curiosidade divertida, enquanto McGonagall estava admirada por seus alunos. "Então foi por isso que eles se saíram tão bem na aula de Animagia!" pensou McGonagall, mas Harry continuou o discurso. Uma vez que começara, não conseguira parar. "Sei que você, James, azara o Snape sempre que o vê, que persegue Lily pelos corredores, que no fundo você o persegue porque tem ciúmes que um dia Lily o escolha. Sei que Remus deseja ser professor, e que na casa de Sirius tem um elfo chamado Monstro, e que sua mãe é tão adorável quanto sua prima Bellatrix." Nesse momento ele parou ao ver a cara ainda mais espantada de todos na sala, e sentiu um cutucão de Ginny atrás de si. "Que boca grande, não? Já é o suficiente para eles acreditarem, e até possivelmente desconfiarem quem você é."

Não demorou muitos segundos até Remus decretar o que Ginny havia falado.

"Você sabe muito bem das coisas, Harry Potter." Analisando-o, Remus sentou-se novamente. "Ok, isso foi o suficiente para me fazer acreditar que ele veio do futuro. Só não tenho certeza da parentela dele."

"Quando eu vi, quase cai da cadeira. Parece que eu estava me vendo, apenas com a diferença de altura e nariz e olhos..." resmungou James Potter, quase que para si mesmo.

"Um 'parente' seu que veio do futuro para destruir Lord Voldemort." Disse Sirius, com as sobrancelhas arqueadas. "E eu achando que já tinha visto de tudo."

"Rapazes, alguma pergunta a respeito?" Dumbledore ainda olhava atentamente para os marotos.

"Onde ele vai ficar?" perguntou Remus. "Não há camas extra no nosso dormitório."

"Já mexi meus pauzinhos." Respondeu Dumbledore com um sorriso. "Frank Longbottom concordou em subir para o dormitório do sexto ano e deixar a vaga para Harry."

"Claro que eu preferiria dormir longe do Pettigrew, mas como não tenho escolha..." disse Harry recebendo três olhares feios em sua direção.

"Se não tiverem mais perguntar, podem se retirar para seu dormitório, afinal, o dia já acabou." Terminou Dumbledore, levantando-se para acompanhar Minerva até a porta. Harry ficou para trás, terminando de combinar. Ginny ficaria na Sala Precisa enquanto não chegasse o dia dela. Enquanto isso, ele a visitaria todos os dias.

RrRrRrRrRrRrR

Antes de entrar no quarto, Harry parou na porta do dormitório, pois com a altura da conversa dos marotos estava dando para ouvir o que eles falavam.

"Eu ainda não confio nesse cara." Disse Sirius, em pé ao lado de sua cama. James andava de um lado para o outro no quarto e Remus estava sentado na cama, olhando para os outros no quarto.

"Eu não sei, Pads." Resmungou James, pensativo. "Ele disse muita coisa que acontece aqui sem ter andado pelos corredores."

Já Remus estava em outra linha de pensamento. Se ele bem tinha reparado, Harry Potter era a cópia de James, mas com os olhos de Lily Evans. Talvez, no fundo dos pensamentos dele, ele estava certo. Talvez aquele Potter não era um parente assim tão distante de James.

"E ele sabe da nossa animagia, e ninguém sabe disso." Continuou James, sentando-se na cama e enfiando as duas mãos nos cabelos negros revoltados.

"Eu fiquei preso em Azkaban por doze anos. Azkaban? Eu? Doze anos? Por favor!" debochou Sirius, largando-se em sua cama. "O que eu faria de tão grave para ir parar em Azkaban?"

"Eu não sei, Pads." Retrucou Remus, com uma expressão de quem sabia sim o porquê. "Você tem mania de agir por impulso. Pode ser que aconteceu algo muito grave que você não agiu sensatamente e fez algo perigoso. E acabou ."

"Deixa de ser sabe-tudo, Moony." Resmungou Sirius, com a cara feia.

"Olha, Pads, infelizmente eu concordo com o Moony." Respondeu James, olhando de um para outro. "Você age por impulso achando que é engraçado. Esqueceu-se do episódio da lua cheia e o Seboso?" Sirius fez uma careta e apenas bufou, virando-se de lado na cama.

"Estou cheio dessa conversa. Para esse garoto ganhar a minha confiança, ele precisa de mais." Resmungou ele, de olhos fechados. "Sirius Black não é fácil assim de se conquistar."

Com um sorriso, James e Remus reviraram os olhos. O dormitório ficou em silêncio por alguns segundos, e então Harry achou que era seguro entrar nele.

Desconfortavelmente, ele colocou suas coisas na cama e arrumou seus pertences para que não adentrasse ainda mais na vida dos marotos. Eles o olhavam de esguelha, esperando que ele fizesse alguma coisa. "Ou nos atacar." Pensou Sirius, desconfiadamente. Quando Harry terminou de arrumar, retirou a capa de invisibilidade da mochila e o mapa do maroto. Isso fez com que Sirius pulasse da cama e apontasse a varinha para o centro da cabeça de Harry. "James, Remus!" exclamou Sirius, alarmado. Os outros dois retiraram a varinha do bolso, mas não a apontaram para Harry. Mas assim que chegaram mais perto, arregalaram os olhos para os objetos e olharam espantados para o moreno à sua frente.

"Como você conseguiu isso?" perguntou James, olhando atentamente para o mapa. Parecia um pouco mais gasto que o deles. "Aonde?"

"Quem te deu?" perguntou Remus também. Sirius foi mais venenoso.

"De quem você roubou, Potter?"

Harry, que esperava uma reação pior, ou parecida, apenas suspirou fundo e sentou na cama.

"Meu pai a emprestou um dia para Dumbledore, e depois um dia, Dumbledore devolveu-a, mas para mim. E o mapa, foi perdido por vocês, no seu sétimo ano. E uns amigos acharam na sala do Filch muito tempo depois, usaram-no por um tempo e depois me deram. Eles eram tão marotos quanto vocês." Harry terminou com um sorriso saudoso, lembrando-se de Fred e pensando que dessa vez Fred não precisaria morrer por sua causa.

"Nós o... perdemos?" perguntou James, incerto.

"Impossivel." Rebateu Sirius. "Nós tomamos cuidado extra por causa desse mapa, ele é..." e não encontrou palavras para descrever o quanto o mapa era importante pra eles. Mas não precisava, Harry sabia o quanto.

"Na verdade, vocês não o perderam." Disse Harry, arqueando as sobrancelhas. "Pelo que eu sei, vocês estavam em uma de suas aventuras pelo castelo, e James não estava com a capa. Ao que se sabe, Filch pegou vocês no meio da travessura e retirou o mapa da mão de um de vocês, e como vocês já tinham falado Malfeito Feito, era apenas um pergaminho velho. Mas Filch não acreditou muito em vocês, e guardou o pergaminho na gaveta dele. E não devolveu mais." Terminou Harry, e os marotos tinham olhares assombrados. O mapa era algo tao importante quanto a capa e a animagia deles. Não podiam dar-se o luxo de perdê-lo.

"Bom," começou Remus, coçando os olhos. "Já que é assim, vamos tomar mais cuidado para não perder o mapa para um zelador que nos odeia mais que o Snape..."

Harry suspirou aliviado assim que os marotos deram de ombros e não fizeram mais perguntas. Ele estava nervoso em pensar que andara falando demais sobre coisas do futuro, mesmo que as julgassem desimportantes. Não sentiu nada, nem um arrepiozinho para saber que algo já havia mudado, como a cautela com o mapa, mas não iria arriscar. Só contaria mais coisas mais para frente, quando realmente tivesse a confiança deles. Neste momento a porta se abriu, e Peter Pettigrew entrou no dormitório meio gingando, com as pernas curtas e os braços cheios de comida. Olhou estranhamente para Harry e depois para os amigos. Os outros três estavam alarmados e Harry retesou, com a reação dos marotos e por estar novamente cara a cara com o causador de muita dor.

"Quem é...?" e não chegou a terminar, pois olhou novamente para Harry e estremeceu com o olhar profundo e ameaçador que ele lhe lançava.

"Meu primo." Respondeu James com uma convicção que deixou todos os outros três de queixo caído. Sirius era o mais pasmo. "Veio de outra escola de magia e bruxaria para cá, a pedido dos meus tios."

"Achei que seu pai fosse filho único." Respondeu Peter, ainda desentendido. Harry queria dar um murro naquele nariz pontiagudo e fino.

"Pois é, pelo jeito eu tenho." Disse James, displicente. Peter maneou a cabeça em concordância. Tudo o que James quiser. Deu um rápido "oi" e um "bem-vindo" e dirigiu-se para a sua cama, se empanturrando com as guloseimas que trouxera para o dormitório. Remus respirou aliviado, nem tinha percebido que havia prendido a respiração. Sirius voltou a deitar na cama, e James, inquieto, abriu a porta do dormitório, mas parou na porta e olhou para Harry.

"Venha, Harry, vou te apresentar ao pessoal da Grifinória."

E com essa deixa, Harry saiu apressado atrás de James, pensando se era agora que ia encontrar-se com sua mãe.

N/A: Bom, demorei alguns dias, mas estou aqui novamente. Esse capitulo está o dobro dos outros, espero que gostem. Deve ter sido um pouco repetitivo ter que ler a vida do Harry mais uma vez, mesmo sabendo o que aconteceu. Bom, vimos os marotos, enfim! Agora falta ele conhecer Lily e saber quais eram suas amigas. E como será que ela irá tratar Harry? Melhor que James ou igual a James? Qual será a reação da ruivinha Evans ao notar a diferença entre "primo maroto" e "primo responsável?" Será que James vai se enciumar? Será que Sirius vai confiar em Harry ou Harry vai precisar aprontar uma para que Sirius goste dele? E Remus, será que vai continuar espiculando? Bom, espero que vocês estejam curiosos, porque eu mesma estou! A fic está tomando um rumo um pouco diferente, mas acho que está legal... Logo começam as aventuras, pessoal! Espero que estejam aqui para lê-las! Abraço,

A autora.

Respostas às reviews:

Priscila: está super diferente mesmo, eu mesma estou admirada. Agradeço por você estar acompanhando! Qualquer coisa só me chamar nas redes sociais por aí! Beijos.

Rodrigo: estou tão feliz pela sua review! Foi enorme e tão incentivadora que me motivou muito mais a escrever ainda mais para essa fic. Eu já respondi sua review por mensagem na conta mesmo, mas resolvi ainda assim agradecer por aqui. Eu ainda estou aprendendo a mexer no fanfiction, e acredite, nem aquela barra separadora eu consigo colocar na fic, por isso coloco essas letras... fica um pouco feio mas dá para entender, pelo menos. Peço que veja a minha resposta anterior na sua conta, foi uma resposta enorme também! Agradeço muito todas as suas palavras, e seus pontos de vista! Continue conosco! E aqui vai mais um capítulo!

Até o próximo, pessoal!

xoxo