PRELÚDIO

Tsuna suspira mais uma vez enquanto tentava dar um nó na gravata. Franze o cenho enquanto tentava se concentrar na gravata, mas sequer conseguia pensar em algo com clareza. Olha-se no espelho por um breve momento. Viu a si mesmo vestido com um terno elegante sob medida, os cabelos castanhos estavam como sempre desafiando a gravidade mantendo-se para cima, mas, além disso, viu seus olhos num tom pálido de laranja cheios de preocupação.

-Tsu. – chama Giotto colocando uma mão sobre o ombro do primo – Quer ajuda com a gravata?

Suspira novamente, mas confirma. Giotto abaixa-se para ficar na altura do moreno e dá o nó na gravata dele, em seguida encara os olhos do primo, idênticos ao seu, com preocupação.

-Algo de errado Tsu? – pergunta colocando as mãos sobre o ombro dele

-Toda essa situação é errada. – fala com um suspiro, o que faz Giotto franzir as sobrancelhas, e vira-se novamente para o espelho – Me sinto ridículo.

-Você está ótimo. – fala com um sorriso sincero o que fez Tsuna dar um pequeno sorriso involuntariamente. Observa o primo pelo espelho; quando estavam assim, lado a lado, tinham muitas semelhanças físicas, apesar de Giotto ser loiro e mais alto. Uma pena que eram apenas as físicas.

Ouvem batidas na porta e viram-se vendo um homem de cabelos vermelhos com uma tatuagem em forma de labareda no lado direito do rosto entrar no quarto. Ele faz uma breve reverência.

-Estão todos aqui Majestade. – fala ele com um pequeno sorriso – Esperam por nós no salão.

-Obrigado G. – fala Giotto com um pequeno sorriso e dá uma tapinha no ombro de Tsuna com outro de seus sorrisos brilhantes – Vamos Tsu.

O moreno confirma antes de seguir o primo e seu guarda-costas-e-serviçal-particular ruivo. A capa negra de Giotto, que ele fizera questão de usar naquele dia, ondulava suavemente a cada passo do loiro. Tsuna sentiu-se nervoso a cada passo. Estava cada vez mais perto do destino de seu país, do seu povo, mas especificamente do seu destino. G para em frente à porta dupla de carvalho guardada por dois homens uniformizados que os separava do salão. Inspira profundamente.

-Vai dar tudo certo Tsuna – fala Giotto tentando encoraja-lo

Ajeita a gravata sentindo que ela poderia sufoca-lo. Um dos homens abre as portas e eles entram. G dá dois passos a frente e outro para o lado.

-Sua majestade real, Giotto Vongola Primo, e sua alteza real, Tsunayoshi Vongola. – fala G em voz alta, todos os que estavam na sala fazem uma profunda reverência aos dois.

Tsuna sente os olhares que variavam de curiosidade ao sarcasmo. Olha inseguro para o primo que abre os braços de maneira receptiva.

-É um prazer receber a todos aqui. – Giotto observa os convidados com gentileza, seu charme natural fazendo com que as pessoas se sentissem mais a vontade – Espero que se sintam a vontade e considerem esse lugar como uma segunda casa. – o loiro sorri largamente.

Tsuna sente um calafrio descer por sua espinha. Isso não era bom. Sempre que tinha um mau pressentimento, alguma coisa muito ruim aconteceria. Troca um olhar com G, que pareceu ter o mesmo sentimento que ele, antes de voltar a olhar para o primo que ainda sorria para os convidados.

-Poderiam se apresentar? – pergunta o loiro e seu sorriso pareceu se alargar um pouco mais ao ver que um dos convidados deu um passo a frente.