Os personagens de Sakura Card Captor não pertencem a mim e sim ao CLAMP, e outros personagens como Michi, Anabelle e Misaki são totalmente fictícios e de minha criação. Enredo original.

"Tudo que Sakura queria era a atenção do seu amado pai, ser vice-presidente não poderia ser mais importante que participar de sua vida. Tentando chamar atenção dele, a jovem acaba se metendo em várias encrencas é quando seu pai lhe contrata um guarda costas que vai mudar seu mundo."

Capítulo I

'Eu, Sakura'

Havia um som distante em algum lugar do quarto, um som insistente e irritante. Ainda dormindo tateei pela cama a procura do aparelho, minha visão estava turva e o estômago dando voltas. "Tomy" exibia o celular na tela, a única pessoa no mundo que ainda parecia se importar com a minha existência. Suspirando fundo pus o aparelho no silencioso e voltei a dormir, dormir durante horas, não sei ao certo quantas, me lembro de que cheguei em casa com o dia raiando e quando a governanta veio me acordar o relógio da parede do meu quarto marcava sete e quinze da noite. Minha ressaca veio a tona.

- Jovem Sakura. – sussurrou a senhora Misaki - A senhorita está bem?

Abri um olho preguiçosamente, se havia outra pessoa que se importava comigo era a senhora Misaki, eu até tinha medo de magoá-la por isso escolhia com cuidado as palavras para falar com ela. Não tive mãe presente, ela morreu quando eu tinha dois anos, mas tive várias babás e nenhuma delas me amou como a senhora Misaki, ela chegou lá em casa muito nova e agora é uma bela senhora com seus 44 anos, eu acho.

- Estou, eu acho. – disse tentando sentar-me, mas fui impedida pela tontura – Pode me trazer algo pra enjoo?

A senhora Misaki me olhou de uma forma carinhosa e preocupada, mas tenho certeza que me repreenderia se soubesse das minhas últimas aventuras noturnas. Acho que ela deve suspeitar, é só observar as horas que passo dormindo e o meu estado e cheiro quando chego em casa.

- Sim querida. – disse suavemente – Quer algo para comer também?

- Oh não. – só de pensar em comida me dava vontade de vomitar.

- Sakura... – disse ela meio sem jeito – Eu não quero cobrar nada de você, nem tenho esse direito e não me leve a mal, mas, você está tão estranha ultimamente. Está precisando de ajuda com algo? – perguntou a senhora devagar.

"- Estou" respondi mentalmente, "Preciso que papai venha aqui e me faça essa pergunta".

- Não. – eu respondi – Só algo pra enjoo mesmo. – tentei sorri mas o quarto rodou.

- Certo. – disse ela sem acreditar – Estarei aqui se precisar.

Afundei na cama outra vez enquanto ela saia e achei o celular, havia várias mensagens de Tomoyo: "Onde você está?", "Você está bem?", "Me responde" e coisas do tipo, a última dizia: "Estou Chegando ai". Olhei o quarto ao redor, tudo estava escuro e minhas roupas ainda estavam espalhadas pelo chão e fiz um esforço enorme pra me por de pé e chegar ao banheiro, minha cabeça estourava, pulsava, a dor estava me torturando. Pus a banheira pra encher e afundei nela até cobrir os cabelos, me perguntei se eu devia chorar como fazia todos os dias e fui perdendo o fôlego até uma mão puxar meus cabelos pra fora d'água.

- Hello, está tentando uma nova forma de se matar? – perguntou Tomoyo – Todas as outras não são suficientes?

Eu quis gritar com ela por ter aumentado a dor de cabeça que eu estava sentindo, mas eu me controlei.

- Nunca tentei me matar Tomoyo. – disse massageando a cabeça – Tem um remédio pra dor de cabeça?

- Não, mas com certeza na sua mesinha de cabeceira tem. – disse ela saindo do banheiro e voltando com um comprimido e um copo com água.

- Então, onde foi a farra ontem a noite? – perguntou em tom irônico.

- Eu sei que você não quer saber de verdade. – disse eu engolindo o comprimido – Então não se dê o trabalho de me perguntar e me ver explicar.

- Não sei porque você anda fazendo essas coisas. – ela pôs a mão na cabeça – Não parece a Sakura que eu conheci anos atrás, bebe, briga, dá vexame, está fumando também? Seu pai deve estar com desapontado com tudo isso que você anda fazendo...

- Não fala nele. – eu gritei interrompendo Tomoyo – Ele não tem direito a me julgar, ele não tem direito a mim em nada. A muito tempo ele não sabe nem quem eu sou, o que eu sinto, como estou. – continuei gritando.

- Você tem que entender a responsabilidade que ele carrega. – me disse Tomoyo.

- Eu fui responsabilidade dele até minha maioridade e ainda sou responsabilidade dele, mas recebo mais cuidados de você e sua família e da senhora Misaki que dele. Não me lembro há quantos dias não nos vemos. – respondi eu, a ira dando lugar a tristeza a voz ficando trêmula – Não sei quando fizemos um refeição juntos, uma conversa de mais que 10 minutos e que não seja cobrança. – comecei a chorar.

Tomoyo se comoveu, suspirou, pegou um roupão pendurado na parede.

- Vem, vem cá. – disse abrindo o roupão para mim.

Eu me levantei e entrei no roupão macio, Tomoyo me abraçou.

- Pronto. Só acho que esse não é o jeito certo de chamar a atenção dele.

- Sei me virar sozinha, ta certo? – disse abraçando ela de volta – Já tivemos essa conversa algumas vezes não é, só estou tentando me divertir. Vou ficar bem. Me ajuda a chegar na cama? Então como vai você e o Eriol? Desenrolou? – disse perguntei pra mudar o rumo da conversa.

Os olhos de Tomoyo brilharam.

- Tivemos algum progresso. – ela riu pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha – Fomos ao cinema essa semana e ele me perguntou se poderíamos sair outras vezes. – Tomoyo corou – Eu respondi que sim.

- Claaaaro. – respondi deitando de novo – Quem não quer um namorado? O Eriol é um fofo! Combina com você.

- Você, você não me parece querer um namorado. – respondeu Tomoyo.

Eu ia responder mas ouvimos uma batida na porta e a senhora Misaki entrou trazendo uma bandeja.

- Chá para enjoo saindo. – anunciou ela – Seu pai está na Televisão, estão transmitindo uma entrevista em rede nacional.

Franzi a testa, eu não o via em casa, mas podia vê-lo pela TV.

- Então vamos vê-lo! – exclamou Tomoyo - Liga a Televisão Sakura.

Ela decidiu por mim.

"Estamos transmitindo ao vivo o pronunciamento do vice- presidente Fukitaka Kinomoto sobre a inauguração de universidades federais em todo país. Enquanto o presidente viaja a negócios, o vice-presidente Kinomoto tem governado com sabedoria e fontes ligadas ao governo começam a cogitar seu nome para candidatura a presidência na próxima eleição..."

- É aquele ditado: sempre pode piorar. – disse eu suspirando – Presidente hein! Uau! – com toda a ironia que consegui dizer.

- Sakura! – me repreendeu Tomoyo – Você devia estar feliz!

- Feliz em quase nunca ver meu pai? – perguntei a Tomoyo – Eu seria feliz se o tivesse ao meu lado.

A senhora Misaki acariciou meu cabelo.

- Tudo bem, tudo vai ficar bem querida. Seu pai é um bom homem, ela te ama. Ele só demonstra da maneira errada. – disse ela.

- Eu quero dormir, podem me deixar sozinha? – disse eu com um sorriso falso – Vou ficar bem.

Elas se foram dizendo que me amavam e eu tinha certeza que era verdade. Eu me deitei na cama e chorei até dormir.

Faz tanto tempo que eu não escrevo alguma coisa que nem sei por onde começar. Esse enredo é original, um dos três projetos que tenho e quero escrever, mas um de cada vez. É uma história talvez clichê mas eu acredito que depende da forma que ela é contada. Por isso peço um voto de confiança a vocês.

Eu estou muito empolgada! Escrevi capítulos com uma rapidez tremenda. Sei que as coisas aqui em CCS estão meio paradas, mas como é de costume eu postarei aos sábado, como fiz nas minhas outras fics. Imploro por reviews para que eu saiba que a fic está sendo lida e porque isso motiva (e muito, muito mesmo) o autor. Eu fico radiante toda vez que recebo um e-mail dizendo que tenho um review, seguida, ou sinal de favorita nova. É bom saber que estamos agradando, ou não.

A fic não se passa em nenhum país ou lugar específico. Alguns capítulos serão contados pela Sakura e outros por um narrador, isso é proposital.

Bom é isso! Eu dependo de vocês! Se receber algumas reviews amanhã eu posto o capitulo 2 pra vocês. hihihihihihihiiiiii Senão até semana que vem...

Obrigado! Obrigado também a minha beta que está fazendo um esforço enorme pra me acompanhar.

Dinda