"... Eu realmente acredito que, embora o amor possa ferir, ele também seja capaz de curar..." – Autor Desconhecido

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O motor da moto rugia, rasgando sem piedade a quietude por onde passava, chamando a atenção de quem estava na rua para o veloz veículo.

O piloto de olhos azuis mantinha-se focado na direção que queria, certo de para aonde iria, quem estava buscando.

Sua moto agora não tinha o compartimento extra, ele perdera seu companheiro de aventuras, fazia pouco tempo. Quando Wilson se foi, ele começou a se perguntar o que faria dali em diante... Não sabia e se viu sentado numa cadeira de hospital, do lado de fora do quarto de Wilson, sozinho, olhou em volta e viu as pessoas passando, até uma dama de cabelos castanhos cacheados passar e ele se lembrar de alguém que podia guiá-lo, aquela que podia lhe dar uma luz, um caminho.

Acelerou a moto, precisava chegar onde queria antes do por do sol ou teria de esperar até o outro dia. Rapidamente, pegou o caminho que levava a ilhota, podia ouvir a água subindo a terra, acelerou. Precisava chegar lá.

Lembrou-se de Wilson e de todos os momentos que eles se divertiram juntos, lembrou também de uma promessa que o oncologista o pedira para fazer.

"Você vai ver ela e vai pedir desculpas", disse o moreno.

Obviamente, House relutou, reclamou, protestou como uma criança, mas, finalmente, prometeu e James nem precisava dizer de quem se tratava, Gregory sabia e muito bem.

Ele conseguiu chegar a ilhota, virou e viu o caminho ser fechado pela água, não tinha volta, não hoje.

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Ela abriu a porta e o viu ali.

- Quem é vivo sempre aparece. – ela falou com uma ponta de sarcasmo, logo abrindo espaço para ele entrar em seu quarto.

- Então já suspeitava? – ele perguntou entrando.

- Vaso ruim não quebra, House. – lembrou a morena.

- Bem lembrado. – comentou o médico.

- House! – gritou a animada voz infatil de Rachel, logo correndo para abraçá-lo.

- Hey, Rachel. – ele a abraçou de volta.

- So... How is Wilson? – perguntou Cuddy voltando da bancada da cozinha com uma xícara de café nas mãos.

Ela parecia ter acabado de sair do banho, cabelo úmido, bagunçado, roupão... Não que alguém se importasse, ela estava de férias com Rachel.

- Ele morreu há pouco mais de duas semanas. – contou Gregory.

A morena assentiu com resignação.

- Estive em contato com ele nos últimos tempos. – contou ela. – Sabia do câncer e da sua "morte", mas ele não contou que você estava inteiro.

- Os últimos meses tiraram a habilidade dele de fofoqueiro profissional. – comentou o loiro

- O que vai fazer agora?

- Eu não sei. Por isso vim atrás de você.

Lisa deu um sorriso leve.

- Bem vindo de volta, House. – ela falou, pegou uma toalha e jogou no rosto dele. – Agora vai tomar banho, nós vamos jantar.

- Nós?

- Eu, você e Rachel. Já que você me persegue e eu te persigo, para que fugir? Agora vai para o banho.

House sorriu, então seguiu para o banheiro, mas não rápido o suficiente para escapar de uma palmada de Cuddy.

- You're an ass. – ela disse deitando na cama com Rachel no colo, House virou-se para ver as duas.

- Yep! But you love me anyway.

Eles trocaram sorrisos.